quarta-feira, 8 de novembro de 2017

PORTAIS DE CONSCIÊNCIA - Texto Complementar XV

      

O processo de manifestação no mundo da matéria inclui dois dados fundamentais: Tudo, absolutamente tudo o que existe no mundo material tem nome e medida:

O nome representa a utilidade, função ou característica, seja de um objeto ou de uma pessoa: O nome cadeira identifica um objeto cuja função e servir de assento; o  nome Moisés tem o sentido de “salvo das águas”.

A representação numérica da medida ou do tamanho de um objeto corresponde à quantidade de energia nele contida (mesmo que esteja condensada na forma de matéria), traduzida em peso, densidade etc.

Em relação às pessoas, a data de nascimento, quando reduzida a um único número expressa a missão existencial de cada uma. Os números de registro, em uma dada situação, expressam a principal característica da tarefa a ser desenvolvida naquele contexto. Quando relacionados aos anos de um calendário, os números representam portais que vão se abrindo, para todas as pessoas que utilizam aquele mesmo calendário, imprimindo-lhes uma característica, em termos de ampliação de consciência.

Quando observamos os números do calendário gregoriano que utilizamos, no período de 08/08/88 a 12/12/12 (período considerado de transição pela maioria das Tradições Religiosas), correlacionando-os com aos ATRIBUTOS DIVINOS (1. FORÇA, 2. SABEDORIA, 3. AMOR, 4.PAZ, 5.CONHECIMENTO, 6. FÉ, 7. MISERICÓRDIA, 8. AUTENTICIDADE e 9.TRANSFORMAÇÃO), encontramos os seguintes dados, extremamente significativos: De 08/08/88 a 12/12/12 temos cinco períodos de três anos consecutivos, em que o AMOR, acrescido pelo despertar da FÉ, conduz à TRANSFORMAÇÃO interior do ser humano.

DATAS

QUANTITATIVOS

REDUÇÕES

SIGNIFICADOS

08/08/88

14

5

CONHECIMENTO

09/09/89

8

8

AUTENTICIDADE

10/10/90

11

2

SABEDORIA

11/11/91

13

4

PAZ

12/12/92

8

8

AUTENTICIDADE

03/03/93

18

9

TRANSFORMAÇÃO

04/04/94

12

3

AMOR

05/05/95

7

7

ESPIRITUALIDADE

06/06/96

18

9

TRANSFORMAÇÃO

07/07/97

12

3

AMOR

08/08/98

15

6

09/09/99

9

9

TRANSFORMAÇÃO

2000

Transição de milênio

01/01/01

3

3

AMOR

02/02/02

6

6

03/03/03

9

9

TRANSFORMAÇÃO

04/04/04

12

3

AMOR

05/05/05

15

6

06/06/06

18

9

TRANSFORMAÇÃO

07/07/07

21

3

AMOR

08/08/08

24

6

09/09/09

27

9

TRANSFORMAÇÃO

10/10/10

3

3

AMOR

11/11/11

6

6

12/12/12

9

9

TRANSFORMAÇÃO

A partir desta data, a cada ano, temos semi-portais de consciência, até que, em 2021, temos dois novos e significativos Portais:

12/12/21

9

9

TRANSFORMAÇÃO

21/12/21

9

9

TRANSFORMAÇÃO

 

Embora  ainda possamos ter explicações mais profundas para este fenômeno de sincronicidade, esteja conectado através do CRISTO NO SEU CORAÇÃO.


[1] Texto canalizado através de  Sueli Meirelles, em 23/05/06.


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[1] Texto canalizado por Sueli Meirelles, em 23/05/06.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

TRANSRELIGIOSIDADE


“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco;
também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz,
 e haverá um rebanho e um pastor.”
(João, 10/16)


            Transreligiosidade pode ser definida como o sentimento religioso que acolhe as verdades essenciais de todas as Religiões, mas que não se refere a nenhuma, especificamente, estabelecendo o diálogo inter-religioso, em busca do elemento comum existente em todas as Tradições.
            O termo latino religare, do qual se originou a palavra religião, tem o sentido de ligar novamente, e o prefixo trans, quer dizer além de, ou seja, aquilo que transcende e ultrapassa os conceitos convencionais de qualquer conhecimento. Assim, a transreligiosidade propõe a transcendência dos dogmas de cada visão religiosa, para alcançar o espaço neutro de não julgamento, preconceito ou separatividade, onde se torne possível buscar os pontos de encontro e as semelhanças entre as diferentes religiões.
            Na Antiguidade, havia cinco grandes ramos religiosos: Judaísmo, Taoísmo, Budismo, Confucionismo e Cristianismo. Nos seus primórdios, o Cristianismo era uma religião professada por uma pequena parte do povo judeu, dominado pelos romanos, que seguia os ensinamentos do Mestre Jesus. Por serem perseguidos, eles se reuniam às escondidas, até que cidadãos romanos também começaram a aderir à nova crença, decorrendo desta adesão, o sincretismo entre o paganismo romano e o cristianismo primitivo, originando a Religião Católica Apostólica Romana, hoje dividida em alguns segmentos.
            Por volta do século XVII, Martinho Lutero, na Alemanha e Calvino, na França, iniciaram um movimento de protesto em relação aos rumos da Igreja que, por influência de fatores históricos e políticos, resultaram numa dissidência do Catolicismo, que deu origem ao Protestantismo. Este, por sua vez, no decorrer do tempo, subdividiu-se em dezenas de novos segmentos espalhados pelo mundo ocidental, como Tradições Evangélicas.
            No século XIX, na França, um filósofo chamado Leon Hypollite Denizard Rivail, realizou profundos estudos sobre fenômenos de ampliação de consciência, dando origem à Doutrina Espírita, por ele publicada com  o pseudônimo de Allan Kardec, sob a égide do iluminismo e do racionalismo científicos, esta Doutrina, longe de negar os princípios propostos por Jesus, veio trazer novos esclarecimentos aos fenômenos espirituais, que sempre ocorreram no decorrer da trajetória evolutiva da humanidade, confirmando as suas verdades perenes, através da publicação de centenas de livros de vários autores.
            Na década de trinta, em Niterói, no Rio de Janeiro, houve uma dissidência do Kardecismo, que originou o Movimento Umbandista, com a proposta de evangelizar as religiões africanas, que haviam-se afastado de suas práticas tradicionais de culto às forças da natureza, para envolverem-se com magia, em desrespeito ao Livre Arbítrio do Ser Humano.
            Considerando que no Ocidente, há um predomínio do Cristianismo sobre as outras quatro grandes religiões (Judaísmo, Budismo, Confucionismo e Taoísmo, se não considerarmos a variedade de outras pequenas seitas, mais recentemente introduzidas no país), nós podemos afirmar que a maior parte das religiões professadas no Brasil, se reúne em torno da mensagem de unidade e síntese deixada pelo Mestre Jesus, há dois mil anos atrás.
            Pelo estudo comparado das religiões percebe-se que os pioneiros de todas estas propostas religiosas, não tinham o objetivo de criar novas religiões, mas, principalmente trazer esclarecimentos ao que já era conhecido e corrigir possíveis desvios da trajetória evolutiva da humanidade, em cada um desses momentos históricos.
            Os modernos estudos da Psicologia Transpessoal têm revelado um significativo aumento na quantidade de fenômenos de clarividência, clariaudiência e psicografia, entre outros, em pessoas de diferentes confissões religiosas, todos com padrões psíquicos muito semelhantes entre si. Neste sentido, a ciência, ao direcionar a sua atenção para os fenômenos de transcendência religiosa, poderá trazer uma grande contribuição para o entendimento de que um mesmo fenômeno pode estar sendo designado de diferentes maneiras, por diferentes religiões. Por sua característica de neutralidade, a ciência pode oferecer o espaço de encontro, onde as divergências lingüísticas poderão ser compreendidas e ultrapassadas, reduzindo a grande Babel que dificulta o diálogo inter-religioso.
            Para que todas as ovelhas, dos diversos apriscos, se reúnam ao redor do Único Pastor, torna-se necessário que todos os fiéis, de todas as religiões, se coloquem realmente em condição de humildade e ausência de preconceitos religiosos; que ao invés de tentar atrair o outro para a sua própria visão religiosa, possa respeitar e conviver com as diferenças; aceitar que o outro se encontre num diferente estado de consciência, compreendendo que isto determina uma visão de mundo diferente da sua. Para que a unidade religiosa possa se estabelecer, torna-se necessário também o entendimento de que esta unificação não se fará em torno de qualquer uma das religiões já existentes, mas em torno da síntese gerada pelo diálogo e pela compreensão mútua de que ninguém é detentor da verdade absoluta, mas que, como seres humanos, temos verdades relativas ao estado de consciência em que vibramos, como diferentes idiomas produzidos pela cultura humana.
            Os líderes religiosos deste momento de Transição Planetária têm a difícil tarefa e a grande responsabilidade de iniciar o diálogo inter-religioso, orientando os seus seguidores para a verdadeira fraternidade e amor incondicional, necessários para que esta síntese aconteça, já que o oposto seria o retorno ao sectarismo que gerou tantas guerras religiosas através da história da humanidade.

(*) Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória e Reprogramação Mental Membro do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas e da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal.
Whtasapp 55 22 99955-7166
Email: suelimeirelles@gmail.com
Site: www.institutoviraser.com


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[1] Texto de autoria de Sueli Meirelles.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

SECTARISMO RELIGIOSO - Texto Complementar XII

           

 Lingüisticamente, sectário tem o sentido de: “relativo ou pertencente à seita: membro de uma seita; partidário ferrenho”. Sectarismo é “partidarismo; espírito de seita” (Dic. Da Língua Portuguesa, pág. 918). Desta forma, o sectarismo, seja religioso, implica numa postura radical, diante de tudo aquilo que não esteja em conformidade com as crenças absolutas do indivíduo sectário. Este posicionamento radical  traduz-se numa intensa carga emocional, que pode conduzir ao fanatismo que, historicamente, alimentou as fogueiras da “Santa Inquisição”. Associado à ignorância que geralmente acompanha os indivíduos radicais, sempre avessos à compreensão de outras idéias diferentes das suas, o sectarismo constitui-se num risco para o cumprimento da liberdade de culto religioso, estabelecida pela Constituição Brasileira.
            No Fórum Mundial de Educação, realizado na cidade de Nova Iguaçu, anos atrás, foram apresentados alguns interessantes trabalhos sobre diversidade religiosa nas escolas. No encontro sobre a Saúde da Mulher, realizado no mesmo mês, foi levantada a questão da diversidade religiosa no atendimento de pacientes terminais, nos hospitais. Como podemos ver, o tema começa a surgir como foco de preocupação para aqueles que atuam nesses pólos executores das ações sociais (escolas e hospitais), onde algumas tradições religiosas podem ser privilegiadas, em detrimento de outras.
            A título de esclarecimento da questão, queremos lembrar que religião é cultura; integra as tradições de um povo, significando o método ou procedimento estabelecido por esse povo, para adoração a Deus. Isto significa dizermos que as religiões são um produto da necessidade humana de compreender Deus, caracterizando-se em diferentes procedimentos para cada povo, em cada momento da história da humanidade.
            Em suas origens, todos as religiões têm um tronco único no primitivo Panteísmo (sistema segundo o qual Deus é o conjunto de tudo quanto existe; a universalidade dos seres – Dic. Da Língua Portuguesa. Pág. 755), para, posteriormente, dividir-se em três ramos principais: 1)O Monoteísmo, que dá origem ao Judaísmo, ao Cristianismo, e suas ramificações no Catolicismo, Maometismo e Protestantismo; 2) o ramo das tradições africanas; 3) o ramo das tradições espiritualistas, orientais e esotéricas.
            As subdivisões, geralmente ocorrem pelo rompimento entre os líderes de uma determinada tradição religiosa, que divergem na interpretação dos seus textos sagrados, dando origem a uma nova tradição ou método de adoração a Deus, constituindo-se, por sua vez, num outro conjunto específico de crenças e dogmas (cada um dos pontos fundamentais e indiscutíveis de uma doutrina religiosa – Dic. Da Língua Portuguesa, pág. 365.).
            Deixamos aqui um alerta, aos líderes religiosos (principais responsáveis pela interpretação dos textos sagrados), e aos profissionais da área de Direito e Justiça (defensores e cumpridores da Legislação Brasileira), quanto à necessidade de que aqueles que têm acesso a informação, protejam a nossa sociedade dos abusos sectários, muitas vezes movidos por interesses pessoais e/ou escusos de algumas lideranças. Tal fator, associado à baixa escolaridade de nosso povo, cria as condições ideais para a manipulação de massas, capaz de transformar um indivíduo alienado numa espécie de “terrorista” disposto a matar o corpo do seu semelhante, na intenção de salvar-lhe a alma.
            Se as distorções que estão começando a acontecer forem esclarecidas deste já, o Brasil poderá continuar a ser conhecido como o “Caldeirão Cultural” que sempre foi, dando ao mundo um belo exemplo de transreligiosidade pacífica, onde cada grupo religioso pode ser aceito e respeitado em suas crenças, sem misturar ou separar o que é apenas uma expressão relativa do ser humano, ao reverenciar o Deus Único.

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Texto de Autoria de Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica (Regressão de Memória, Hipnose Ericksoniana e Reprogramação Mental) Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral e Educação para a Paz. Escritora e Palestrante.