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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

CARTÃO DE CRÉDITO DE PERDÃO - Espiritualidade



            Como de hábito, ao escrever, gosto de pesquisar dois magníficos livros de psicologia: O Dicionário e a Bíblia. Como a linguagem determina a visão de mundo, nada melhor do que conhecer os significados mais profundos dos termos, para uma compreensão mais precisa e aplicação na vida diária, mantendo a boa comunicação e o bom relacionamento com os nossos semelhantes. Linguísticamente, perdoar[1] tem o sentido de: ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou obrigação por quem competia exigi-lo.” Ou então: “Na Bíblia, a palavra grega traduzida “perdão” quer dizer literalmente “abrir mão, deixar ir embora. Perdoamos outros quando deixamos de guardar ressentimento. Além disso, abrimos mão de qualquer compensação pelas mágoas ou prejuízos que tivemos. A Bíblia ensina que o verdadeiro perdão nasce de um amor que não procura seus próprios interesses. Esse amor “não contabiliza os erros” (Coríntios 13:4,5) [2]
            Mas, voltando à lingüística, deixar o que ir embora? Observamos que na dinâmica do perdão existe um processo de julgamento do comportamento do outro, seja em termos de dívida financeira, moral, ética, emocional... Tendo como conseqüência a retirada do nosso afeto pela outra pessoa e a transformação desse afeto em ressentimento.  Então, perdoar significa sermos capazes de deixar que as expectativas frustradas em relação ao outro, possam ser levadas pelo rio da vida, para que as mágoas ou más águas não fiquem retidas em nossos corações. E este é um ponto fundamental no processo de perdoar, que se inicia com o acolhimento de nossos sentimentos negativos de raiva, desejo de revide ou mesmo vingança, como reações ao não atendimento de nossas expectativas.  Estes sentimentos precisam ser esvaziados, com humildade e reconhecimento de nossa imperfeição humana, ao esperarmos que o outro nos corresponda e siga nossos modelos de mundo, seja em ações ou sentimentos condizentes com nossos valores. Jean-Yves, Leloup[3], um dos Fundadores da UNIPAZ – Universidade Internacional da Paz nos ensina que “perdoar significa nos desidentificarmos com os erros do outro”; e também com nossos próprios erros. Significa que a liberação de nossos ressentimentos abre espaço para o novo em nossos corações, permitindo-nos seguirmos adiante, em nossos próprios caminhos, para que a atenção fixa no erro do outro não nos retenha; é preciso deixar que o passado realmente fique no passado.
            Compreendendo o sentido e o processo de perdoar, ainda precisamos identificar quem será o receptor do pedido ou da concessão de nosso perdão. Assim temos o perdão quádruplo:
1.     Perdoar a si mesmo (a): Para algumas pessoas, este primeiro tipo de perdão pode ser o mais difícil, porque tem como pré-requisito, a humildade necessária para que possamos nos reconhecer como seres falhos e imperfeitos. Aceitar justamente esta dimensão humana que tentamos esconder ou combater, na tentativa de alcançarmos a perfeição divina.

2.     Pedir perdão a Deus, pelos próprios erros: Este segundo tipo de perdão, de certo modo, ainda está relacionado ao requisito de humildade, porque, se consideramos que não somos dignos de sermos perdoados, ficaremos nos flagelando emocionalmente, por sentimentos de culpa decorrentes de conceitos auto-punitivos, como se o castigo fosse necessário para a nossa aprendizagem. Este é um padrão humano. Compreender que Deus é Pai Amoroso e que o nosso sofrimento não tem nenhuma utilidade para o Perfeito Plano Divino, liberta-nos da busca de auto punição desnecessária à nossa evolução.

3.     Pedir perdão a quem tenhamos prejudicado, com os nossos erros: A humildade e o arrependimento sinceros, decorrentes do reconhecimento de nossos erros, ajudam-nos a buscar o perdão daquele a quem tenhamos prejudicado, levando-nos a possível reparação de nossos erros. Daí a importância da reflexão diária sobre nossas ações, no contexto em que vivemos, tendo como foco a nossa própria evolução. Que possamos nos voltar para a reconciliação e o fechamento das situações conflituosas, pondo fim aos nossos remorsos e às mágoas daqueles que cruzaram os nossos caminhos diários.

4.     Perdoar àqueles que nos prejudicam, com seus erros: Tendo exercitado os três primeiros tipos de perdão, podemos alcançar a prontidão necessária para deixarmos que o rio da vida leve por águas abaixo, os erros alheios, como espinhos que vão flutuando na correnteza do tempo, até se perderem no horizonte longínquo.

Assim livres dos sentimentos negativos em relação aos nossos erros e aos erros alheios, poderemos seguir a caminhada da vida, com os passos leves e harmoniosos gerados pela consciência de que tudo passa, deixando-nos a aprendizagem das experiências vividas. Para isso, recebemos um Cartão de Crédito Diário de 490 perdões... Com certeza, no decorrer da vida, nem precisaremos utilizar todos esses créditos, mas aqueles que forem bem aplicados resultarão no alcance da felicidade que não tem preço...

Classificação: Psicologia / Espiritualidade
Texto de Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica (Regressão de Memória, Hipnose Ericksoniana e Reprogramação Mental). Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral e Educação para a Paz, com 33 anos de prática clínica. Consultas Online no Brasil e Exterior. Escritora e Palestrante em Congressos Internacionais.
Site: www.institutoviraser.com
Whatsapp: 55 22 999557-7166
Email: suelimeirelles@gmail.com



           

domingo, 4 de junho de 2017

CASOS CLÍNICOS TRANSPESSOAIS - CAPTAÇÃO PSÍQUICA DE UM ATEU


               Quando penso no tema, a primeira coisa que me vem à mente é a negação ocidental dessa experiência pela qual todos nós, sem exceção, iremos passar. Por que vivemos como se nunca fôssemos morrer? Afinal, o que é a morte?
            No dicionário Michaelis online[1],  os múltiplos significados do termo apontam para a ideia de finitude e inconsciência; de morte como antônimo de vida e não, como antônimo de nascimento, permeando todos os vocábulos, tais como: Cessar de viver; acabar, apagar, desaparecer, descansar, desencarnar, faltar, fenecer, finar-se, adormecer no Senhor” e muitos outros. Inexiste o conceito quântico de vida eterna, ora no plano extra-físico, ora no plano físico, alternando existências, num longo processo de aprendizagem, para uma Individualidade eterna e inominada e de morte como despertar da consciência, em outra dimensão de realidade.
            Trabalhando com pesquisas psico-espirituais e acompanhamento de pacientes terminais e/ou comatosos por 28 anos, tive a oportunidade de compreender este processo vivenciado por pessoas em diferentes classes econômicas e sócio-culturais, bem como diferentes crenças e estados evolutivos, focando o fenômeno da passagem sob o enquadre da Psicologia Transpessoal. O acompanhamento de um casal de irmãos que fizeram a passagem em diferentes momentos do tempo levaram-me à compreensão de como os fatores culturais influenciam a visão de morte: A irmã, quando no CTI, teve o seu inconsciente acessado expontaneamente pela cunhada, através da Técnica de Captação Psíquica[2], em reunião do Carrossel de Luz[3], nosso grupo de pesquisas noéticas. Percebia-se no escuro e dizia que não queria sair daqui, referindo-se à Terra. Trabalhando o medo do desconhecido que antecede a experiência da passagem para aqueles que não buscaram informações durante a vida terrena, ela começou a perceber o “lugar” de onde tinha vindo, ao nascer e para onde iria voltar ao morrer. Começou a perceber familiares já falecidos, tais como sua mãe e sua irmã mais velha, que a aguardavam, serenando a mente e o coração, diante da iminência da passagem. Interessante relatar que a médica de plantão no CTI, durante a captação, informou à família, que todos os pacientes também serenaram, “como se um Anjo tivesse passado por lá, naquela noite.”
            No segundo caso, o do irmão, ateu convicto, falecido nesta última terça-feira, também em captação espontânea, mostrou-se confuso e perturbado por Presenças Intrusas[4] interferentes e com muito medo de morrer. À medida que, através de orações e conscientizações, buscamos o auxílio dos Guardiões de Deus para o encaminhamento das Presenças Intrusas e promovemos o esvaziamento do medo diante da morte, uma paz infinita se instalou no inconsciente do referido paciente, que passou a fazer perguntas sobre o que iria encontrar, após a passagem. Em linguagem simples, procuramos lhe passar a ideia de outras dimensões de vida e realidade energética propostas pela Física Quântica e diferentes tradições religiosas que nos informam sobre a passagem, após o que ele percebeu uma porta luminosa se abrindo à sua direita (lado racional). Pediu, então, que enviássemos uma mensagem à sua filha, com os seguintes dizeres: “Diga a ela que eu estou muito cansado, mas agora estou tranqüilo porque já sei para onde tenho que ir”. Também pediu perdão pelos erros cometidos em vida, arrependendo-se e expressando tristeza, até alcançar o auto-perdão necessário para a mudança de estado de consciência, ao perceber que Deus, em sua Infinita Misericórdia não castiga ninguém; apenas, dentro da Lei de Causa e Efeito, volta a cada um o que é de cada um, para ser positivamente requalificado. Em seguida, referiu-se ao amor que não soube expressar em vida pelos seus três filhos e perguntou se a esposa falecida à cerca de dois anos e meio, estaria esperando por ele. Respondi que se assim fosse da Vontade Divina, assim iria acontecer. Terminada a técnica, percebendo-o em estado de plena serenidade, solicitei que retornasse à proximidade do seu corpo físico, no hospital e aguardasse o momento da partida. Ele ainda permaneceu no plano terreno por mais vinte quatro horas, vindo a falecer na manhã de quarta feira.
            Dentro do princípio Junguiano de sincronicidade[5], a cunhada desse paciente, muito parecida com a irmã falecida, por várias vezes ouviu dos familiares presentes no velório, referências ao quanto ela lembrava a irmã, com sua presença, diante do que perguntamos: _Teria ela, por Misericórdia Divina, tido permissão para vir acolhê-lo e acompanhá-lo ao Plano Espiritual?...
            Acompanhar tais experiências nos remete a muitas reflexões sobre a morte e o morrer: Por que acumulamos na terra tantos bens que não iremos levar? Por que nos apegamos às coisas, tantas vezes causando sofrimento aos que convivem conosco, aprisionando-os às nossas escolhas e conceitos de vida? Por que, ainda não temos a consciência da impermanência da existência terrena, para irmos nos desfazendo das coisas e simplificando o momento da partida? Por que não fechamos as situações emocionais mal resolvidas, ainda em vida, para que estejamos mais leves na hora de alçar o vôo espiritual? Por que não buscamos estas respostas enquanto há tempo, do mesmo modo que buscamos informações sobre um outro país, quando pensamos em viajar para lá, já que medo do desconhecido é um dos principais medos diante da morte?
            Estas foram as preciosas aprendizagens proporcionadas por um paciente terminal ateu. A ele, a nossa gratidão, por ter sido instrumento de Ensinamentos Divinos, neste último momento de sua existência terrena. Que possamos aprender a lição!...


 Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 31/05/17.
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quarta-feira, 29 de junho de 2016

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO II - Vivência Espiritual

Em obediência ao que nos foi orientado na canalização de 02/06/16, no dia 23/06/16, fizemos uma Fogueira de São João, com os membros do Carrossel de Luz, no Hotel Shangrilá, em Nova Friburgo, onde realizamos nossas reuniões semanais. Alguns participantes tiraram fotos da fogueira e, para nossa surpresa, as fotos revelaram impressionantes figuras, com significados sagrados. Vejam:

1. Esta é a primeira Salamandra (Elemental do Fogo), transmutando as energias mal qualificadas das Sete Gerações. Sua expressão é feia, em função do padrão vibracional denso.


2. Esta é a segunda Salamandra, ainda na fase de transmutação, com expressão mais amena:





Chama Sagrada: Branco da Paz no centro, Amarelo da Autoconfiança e Vermelho da Fé. Gratidão por esta Benção.



3. Chama do Perdão: No meio da Chama, o pequeno Elemental do Fogo Ergue a Espada da Vitória, enquanto um Foco de Luz Violeta descende sobre o fogo. Gratidão pela Misericórdia concedida.


Guilherme e Yoona, Pais Espirituais desse momento de ancoragem da Chama do Perdão.

Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 23/06/16

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