Mostrando postagens com marcador azul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador azul. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

ESPIRITUALIDADE E HUMANIDADE



         O eixo vertical de espiritualidade é aquele que interliga o ser humano entre a energia feminina de Deus-Mãe na Terra (matéria) com a energia masculina de Deus-Pai no Céu (Espírito).
O eixo horizontal de humanidade e fraternidade é aquele que interliga o ser humano com todos os seus semelhantes, em diferentes estados de consciência. Temos, assim, o sentido de Unidiversidade: A Unidade por detrás da Diversidade; O Grande Uno manifestado, no mundo da matéria, em diferentes formas.
O movimento vertical da evolução humana é um processo iniciático que inclui alguns estágios, quais sejam: A Taça, a Cruz, a Espada e a Cruz Ansata. A Taça simboliza a etapa em que o discípulo, após uma crise existencial em que as realizações da personalidade não mais o satisfazem, inicia o movimento de busca do sentido espiritual da vida, através de leituras, palestras e vivências, abrindo seus chacras superiores à compreensão das realidades espirituais. Quanto a Taça se preenche, simbolicamente ela verga ao peso do conhecimento adquirido, gerando um impulso que move o discípulo à transformação dos aspectos negativos que identifica em si mesmo, dando início à etapa da Cruz. Esta não tem o sentido de sacrifício, mas, de sacro-ofício: O ofício sagrado de, simultaneamente, subir na escala evolutiva, trabalhando em benefício dos seus semelhantes. É a Missão Existencial, que todos nós trazemos registrada em nossos inconscientes profundos.
Á medida que a missão é realizada, o eixo vertical da espiritualidade vai se tornando maior, fazendo com que o eixo horizontal de humanidade descenda, levando o discípulo a atuar sobre seus estados de consciência mais básicos (desejo material, desejo sexual e desejo de poder), não mais para combatê-los, mas para promover o equilíbrio entre as polaridades geradoras de conflito: Material (Ter X Não Ter), Sexual (Prazer X Desprazer), Poder (Mandar X Obedecer), dessa forma qualificando amorosamente estes três primeiros estados de consciência, através do compartilhamento dos recursos materiais, através do respeito ao corpo do outro, através do respeito ao livre arbítrio do outro.
Nos Textos Sagrados, este processo de aperfeiçoamento corresponde ao simbolismo da Escada de Jacó, ocorrendo em três etapas:

  1. A TAÇA (Oração): Etapa em que o discípulo busca o conhecimento externo necessário ao Religare com o Divino, através do estudo e da prática da oração:

  1. A CRUZ (Missão): Etapa em que o discípulo busca o autoconhecimento, dissolvendo os conflitos que emergem de seu inconsciente profundo à luz da consciência e se dedica a servir ao próximo;

  1. A ESPADA (Transmissão): Etapa em que o discípulo, depois de percorrer o caminho do autoconhecimento, e finalmente conectado à Grande Fonte, transmite os conhecimentos adquiridos ou despertados.

  1. A CRUZ ANSATA (Comunhão): Etapa em que o discípulo efetua a integração entre os opostos que o constituem, dissolvendo toda a fantasia de separatividade que o distancia dos seus semelhantes, tornando-se um verdadeiro Pontifex, um construtor de pontes entre todas as diferenças, até que a unidade seja vivenciada na prática de suas relações pessoais.

Assim despertado o Ser Evolucionante vivencia as etapas da Espada e da Cruz Ansata, não como instrumento de luta, ou imposição ao outro, mas como símbolo da palavra que é a Força do Espírito em Ação. Estas etapas resultam na entrega, não mais com o sentido de passividade ou revolta, subserviência ou combate, mas como aceitação ativa do modo como as situações se apresentam, desinvestindo-as em suas polaridades negativas, para que os sonhos possam ser transformados em projetos, através de ações construtivas. Estes foram os exemplos que os Mestres da Humanidade, cada um ao seu modo, nos deixaram. Quem assim desejar, que retorne ao caminho...

(*) Sueli Meirelles: Professora, Pesquisadora e Especialista em Psicologia Clínica. Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral e Educação para a Paz. Escritora e Palestrante.

Contato Whatsapp: 55 22 999.557.166


quinta-feira, 23 de março de 2017

OS SETE RAIOS PLANETÁRIOS - Capítulo 26 da Apostila do Carrossel de Luz

                   A chamada Roda Cósmica corresponde a um ciclo evolutivo completo, realizado pela humanidade. Este ciclo maior é dividido em sete períodos de dois mil anos, durante os quais vibra um determinado raio cósmico, manifestado pela freqüência vibratória de uma cor. Cada um deles é presidido por um Diretor, um Ser altamente evoluído, que já alcançou a qualidade de Mestre, com iniciação superior à quinta. Juntamente com os Mestres ou Diretores de cada raio estão  seus complementos divinos, anjos, arcanjos e elohins, compondo uma hierarquia.
                   Durante os últimos dois mil anos, até 1954, predominou a freqüência do 6º raio cósmico, o chamado raio da Dispensação Crística, manifestada pelo Mestre Jesus. Dentro da condição evolutiva da humanidade, nesta época predominavam o sectarismo, o nacionalismo, a divisão grupal pela personalidade, os sacrifícios individuais, o espírito individualista, facilitando a reunião de grupos em torno de um líder. Foi o período evolutivo em que surgiram as grandes religiões do Planeta, com a manifestação do misticismo exacerbado e o reconhecimento do Cristo Histórico, ou seja: A compreensão de que o Cristo se manifestou como Salvador da Humanidade, dando início à era Cristã.
                   À partir de 1954, entrou em vibração a freqüência do 7º raio, facilitando os movimentos de síntese, de fusão, de reunião dos grupos. Neste novo tempo predomina o sacrifício grupal, o espírito de grupo, com fins específicos de atuação. Inicia-se o movimento de síntese religiosa mundial, tendo como objetivo único a manifestação do Plano de Divino sobre a Terra, através das múltiplas formas de adoração ao Deus Único. É tempo de aprendizagem de uso da energia mental e emocional voltadas para o bem, do reconhecimento do Cristo Interno, vibrando em cada Ser Humano, em comunhão com o Cristo Cósmico, já presente entre nós.
       O simbolismo dos Raios está presente no texto Bíblico, através do Arco-Íris que representa o acordo entre o céu e a terra; entre Deus e os homens. O conhecimento e uso das energias sagradas dos Sete Raios de Deus facilitarão ao Ser Humano a sua reintegração ao Plano Divino. Cada Ser em evolução deverá fazer suas aprendizagens evolutivas em cada um dos raios, até que tenha desenvolvido todos os Atributos Divinos necessários para alcançar a Maestria sobre as suas próprias energias e sobre as energias do mundo manifesto.

1º Raio (Azul) – É o raio do Poder, Força, Vontade Divina, Fé, ordem Divina. Música: Pompa e Circunstância (Elgar). Manifesta o 1º aspecto da Trindade (o Pai). O seu Diretor é o Mestre El Morya. Neste raio colabora o Arcanjo Miguel, defensor da Fé, protetor e libertador do mal. As pessoas que pertencem a este raio estão, geralmente, na chefia e possuem ilimitadas forças de poder e capacidade de executar alguma coisa. Este raio é a força motriz, o momentum e o orientador de novas idéias. Todos os que trabalham no 1º raio são chamados de pioneiros e propagadores de novas idéias. Estas inovações, em princípio, são sempre renegadas pelas massas humanas.

2º Raio (Dourado) – É o raio da Sabedoria, Iluminação, Intuição. Música: Estrela Vespertina (Wagner). Revela o 2º aspecto da Trindade (o filho). O seu Diretor é o Mestre Confúcio. O Arcanjo Jofiel, da iluminação e da instrução divina, atua neste raio. Este raio está relacionado aos professores, ás atividades de  ensino em geral e às pessoas de coração compreensivo.
       Os que servem no 2º Raio procuram compreender melhor todas as nações e raças. Só quando na mente externa da humanidade, o coração compreensivo falar, realizar-se-á a verdadeira fraternidade universal. É o caminho da Sabedoria, da escuta e da paciência.
      
3º Raio (Rosa) – É o raio da Manifestação inteligente e ativa do Amor Divino, a beleza da fraternidade e a força magnética do Amor Incondicional que a tudo une. A atividade que liga a Idéia Divina e a traz à forma física. Manifesta o 3º aspecto da Trindade (o Espírito Santo). Música: Marselhaise. Tem como Chohan a Mestra Rowena. O Arcanjo Samuel (da Adoração, do Amor Divino, da Consolação, da Gratidão e multiplicação de todos os bens) atua neste raio.
       As pessoas que a ele pertencem amam a beleza em todas as suas formas de expressão e são amáveis e compassivas. Expressam delicadeza e diplomacia no contato com os seus semelhantes. Estes três primeiros raios compõem a Chama Trina (Força, Amor e Sabedoria) que habita o coração de cada Ser Humano.
      
4º Raio (Branco) – É o raio da Harmonia através do conflito (através do convívio com o diferente, com as polaridades), da Beleza e Arte. Representa também a Pureza, a Ressurreição e a Ascenção. Música: Sonho de Amor (Liszt). Tem como Diretor o Mestre Seraphis Bey. A este raio presta elevados serviços o Arcanjo Gabriel (da Anunciação, da Ascensão, da Ressurreição, da União, da manutenção do imaculado e perfeito Plano Divino).
       As pessoas que pertencem a este raio são geralmente dotadas de talento artístico, com tendências para a música, danças clássicas, teatro de óperas, pintura, escultura e arquitetura. Tais pessoas são quase sempre abençoadas com o poder espiritual e cheias de ânimo, além de possuírem o Dom da Vidência.

5º Raio (Verde) – É o raio da Ciência (Conhecimento Concreto), da Verdade, da Cura, da Harmonia e do equilíbrio. Música: Coro dos Peregrinos (de Tanhauser (Wagner). O Mestre Hilarion (Apóstolo Paulo) é seu Diretor. Ele protege os seres que não acreditam na vida espiritual. Ajuda aos materialistas, agnósticos e cépticos, oferecendo-lhes uma exata compreensão da verdade maior. Todo grande Avatar, todo Messias ou professor das diversas religiões, pertence a este raio. O Arcanjo Rafael, da Dedicação e da Cura, também atua neste raio.

6º Raio (Vermelho Rubi) – É o raio da Fé, Devoção ao Serviço ou Idealismo. Música: Concerto para Piano (Grieg). Tem como Diretor o Mestre João, o Evangelista. O Arcanjo Uriel (Mensageiro da Paz) colabora neste raio. O 6º Raio representa a atividade da devoção abnegada, da humilde cooperação, do serviço de cura e de paz. As irradiações do puro amor divino envolvem os sentimentos e penetram no espírito, dissolvendo quaisquer amarguras etéricas e emprestando energia à toda a estrutura do corpo físico.
       Freqüentemente os que pertencem a este raio são sacerdotes, assim como as pessoas que desejam ardentemente servir à humanidade.

7º Raio (Violeta) – É o raio da Misericórdia, Transformação, Perdão, Purificação, Liberdade e magnetização. É o raio da ordem cerimonial, do conhecimento da manipulação das energias, do Ritmo e da Liberdade. Música: Valsa do Imperador (Straus). O seu Diretor, pelos próximos dois mil anos, é o Mestre Saint-Germain. Neste raio colabora o Arcanjo Zadiquiel.
       A Chama Violeta  ou Chama da Misericórdia Divina é o instrumento que transforma todo erro e forças imperfeitas em perfeição. Quando a humanidade usar este instrumento com acerto e ritmicamente, a Terra tornar-se-á harmonizada.
       No interior da Chama Trina em nossos corações reside o poder de atrair a Luz Magnetizada que está ao nosso dispor, através da qualificação de nossos pensamentos, sentimentos, comportamentos e também, através do poder da palavra falada. O poder de transmutação do 7º Raio encontra-se latente na consciência humana e pode ser trazido à mente externa, através dos apelos, para a elevação da vida em todo o Planeta Terra.
       Vivemos, atualmente um período de transformação de padrões mentais e emocionais da vida pessoal, grupal e planetária. Neste período de transição viveremos dias estranhos, nos quais elevado número de pessoas cairá em miséria e provações. Todas elas irão necessitar, urgentemente, de nossos apelos junto à Poderosa Força Transmutadora da Chama da Misericórdia.
       As pessoas que pertencem a este raio possuem muitas aptidões e em todos os aspectos, grande amor pela liberdade. É tarefa dos servidores do 7º raio, instruir a humanidade sobre como conseguir, por meio da Chama Violeta da Libertação, transmutar os seus erros e ingressar num viver regenerado, puro e pleno de felicidade.

Site: www.suelimeirelles.psc.br




[1] Texto de autoria de Sueli Meirelles, complementado pelos ensinamentos contidos no livro Calendário do Eu Sou, de Marisa Varela.