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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CADERNO DE MENSAGENS - O Ritmo Evolutivo - 02/04/92




Cada um tem sua medida de passo.
Cada um tem seu comprimento de perna.
Mesmo quando o caminho é um só,
Cada um tem seu próprio ritmo.

Isto faz com que cada um esteja no seu ponto do caminho.
A sabedoria está em observar e respeitar esse momento, atribuindo a cada um a tarefa que lhe é devida,
 e que ele pode suportar,
 no seu momento do tempo.

Isto faz com que cada um esteja só e acompanhado,
 ao mesmo tempo.
Em saber lidar com esta dualidade
reside a SABEDORIA.




[1] Mensagem canalizada através de Sueli Meirelles

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SEDE PERFEITOS - Texto Complementar VI




       ...E o Mestre Jesus disse. “Sede Perfeitos, como vosso Pai que está nos céus.” Mas o que é esta imperfeição que devemos “combater”? Como e onde ela se localiza, em nosso psiquismo? Por que, apesar de nossos esforços sinceros, muitas vezes sucumbimos em nossos propósitos de aperfeiçoamento, como se algo mais forte nos impelisse ao erro? Por outro lado, também ouvimos: “O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus”. Onde está esta nossa perfeição? Como poderemos encontrá-la dentro de nós mesmos? Estas e muitas ouras questões vêm à nossa mente, ao abordarmos este tema. O homem moderno, apesar de todo o seu avanço técnico e científico, continua desconhecendo o maior fenômeno da natureza: Ele próprio.
       Aldous Huxley, autor de “As Portas da Percepção, diz: ”Cada ser humano é capaz de captar qualquer coisa, a qualquer momento, em qualquer ponto do Universo.” Com este potencial imenso, seríamos bombardeados por uma quantidade atordoante de informações simultâneas, o que tornaria a nossa vida, neste planeta de energia densa, simplesmente caótica. Para que isto não ocorra, há um afunilamento deste potencial, através de barreiras psíquicas chamadas de mecanismo de defesa do psiquismo, que selecionam e deixam passar apenas aquelas informações que podem ser compreendidas e aceitas pela nossa mente consciente. Desta forma, podemos descrever o psiquismo, didaticamente, como sendo constituído por uma parte consciente -–aquilo que conhecemos de nós mesmos – a barreira  que representa os mecanismos de defesa do psiquismo, que atuam como um filtro entre o inconsciente e o consciente, deixando passar apenas aquilo que o consciente suporta perceber; e uma parte muito mais ampla, inteligente e poderosa, que é o nosso inconsciente, capaz de capar vários estímulos num só momento  - percepção inconsciente simultânea – onde estão todas as nossas motivações inconscientes, tanto positivas quanto negativas.
       Estas diferentes partes psíquicas funcionam em diferentes níveis energéticos. Temos o nível físico, o nível de sensações ou cinestésico, o nível emocional, o mental inferior (o nosso pensamento objetivo), o mental superior (o nosso nível de ideais), o nível intuitivo e o espiritual. Os três níveis superiores – o nível espiritual, o intuitivo e o mental superior - compõem a nossa Individualidade, a nossa parte mais essencial, constituído de Energia Divina, também chamada de Mônada, Chama Tríplice, Chama Trina, Cristo Interno etc., a nossa parte perene, eterna. Os quatro níveis inferiores – o físico, o cinestésico, o emocional e o mental inferior – compõem a nossa Personalidade, aquela parte que mostramos às outras pessoas e que representa o nosso caráter nesta existência. Constitui também a idéia que conscientemente fazemos de nós mesmos, embora muitas vezes venha do consciente uma certa dúvida quanto àquilo que acreditamos ser ou gostaríamos de ser. É importante ressaltar que nem sempre a Individualidade  a Personalidade estão em harmonia ou equilíbrio ecológico. Nem sempre uma pessoa é na sua essência ou individualidade, aquilo que mostra em sua Personalidade ou aquilo que gostaria de ser. É justamente neste sentido que a individualidade pode atuar como um sabotador dos propósitos da Personalidade, ou, em outros casos, denunciar a Personalidade em sua tentativa de mascaramento, quando busca aparentar ser melhor do que realmente é.
       De acordo com a Psicologia Transpessoal (que estuda os aspectos psíquicos além da Personalidade), partimos do princípio de que “todo indivíduo já possui dentro de si mesmo todos os recursos de que necessita para alcançar seus objetivos de aperfeiçoamento, nesta existência. Todos possuem a Chama Trina dentro de si mesmos, a sua Luz Interna. O trabalho terapêutico consiste então em colocar o cliente em contato com este poderoso recurso interno, à luz do qual ele escolherá o que irá conservar e o que irá modificar em si mesmo, tomando por base o seu Arquétipo – modelo divino e perfeito, criado para cada Individualidade ou Emanação de Vida que vem de Deus – O homem feito à imagem e semelhança de Deus. Cabe ao homem, portanto, concretizar este modelo com seu próprio esforço - a cada um será dado segundo suas obras  - e segundo a Lei do Livre Arbítrio.
       Através da técnica de Captação Psíquica constatamos que cada pessoa possui dentro de si uma programação de vida a ser realizada, em relação ao seu próprio aperfeiçoamento e em relação ao aperfeiçoamento da comunidade em que ela está inserida. Ocorre também que, em muitos casos, por uma série de interferências situacionais e diferentes configurações energéticas, ou ainda registros emocionais do inconsciente profundo, a pessoa não está cumprindo sua programação de vida. Nestes casos, iremos entrar em contato com estes registros, liberando o conteúdo emocional alí contido e levar o inconsciente a perceber que agora ele está em outro momento do tempo e que aqueles fatores negativos não estão mais presentes.
       Somente entrando em contato com as emoções negativas, uma pessoa poderá libertá-las e transmutá-las em energia positiva, para ser utilizada em fins construtivos. O simples fato de reprimir uma emoção negativa  - raiva, orgulho, tristeza, inveja etc. – não significa que ela tenha sido eliminada; apenas está contida, aprisionada pelos mecanismos de defesa, dentro do inconsciente, interferindo no comportamento do indivíduo, todas as vezes em que a vigilância dos mecanismos defensivos diminuir. Tal procedimento cria um estado de tensão interna no indivíduo, podendo chegar a um ponto em que toda a sua energia   será gasta dentro dele mesmo, no trabalho de contenção dos conflitos emocionais. Isto o levará a um clímax em que pouca energia restará para a realização da programação de vida, estagnando-se assim o processo de aperfeiçoamento e mantendo-se o indivíduo preso na teia de suas próprias emoções negativas inconscientes.
       Cada um de nós é um centro gerador de energia eletromagnética. Nosso cérebro é um computador. Quando pensamos, geramos energia que irá condensar-se numa forma-pensamento – imagem formada pela concentração de energia do pensamento humano. Quando pensamos negativamente, criamos formas-pensamento negativas, que irão se associar a outras formas-pensamento de igual freqüência energética, voltando posteriormente a nós mesmos, acrescidas dessas energias semelhantes ao mal que produzimos. Quando produzimos formas-pensamento positivas, o processo igualmente repetir-se-á e teremos de volta a nossa energia positiva, acrescida de energias semelhantes.
       Segundo as últimas pesquisas realizadas no campo da Psicologia Transpessoal, a média dos seres humanos utiliza 3% de sua energia mental positivamente; 25% dessa energia, negativamente, e 72% sem nenhum direcionamento objetivo, constituindo energias malbaratadas ou desperdiçadas. Para que o processo de aperfeiçoamento se concretize é necessário que 49% da nossa energia seja utilizada construtivamente, nas 24 horas do dia, dividas em 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso – medidas de tempo relativas à Terceira Dimensão.
       Este modelo pode nos proporcionar uma ajuda valiosa no sentido de percebermos, a cada dia, como estamos utilizando nossas energias mentais e até onde estamos realmente contribuindo para o nosso aprimoramento pessoal e, pela nossa co-responsabilidade em relação ao todo – o corpo mental do planeta Terra é formado pelo somatório de nossos corpos mentais – perceber até onde estamos contribuindo positivamente para a melhoria do mundo em que vivemos.
Através desta observação diária, poderemos identificar também as motivações    inconscientes que nos sabotam, no sentido de compreendermos que elas tiveram origem numa situação de sofrimento físico ou psíquico e somente através da aceitação incondicional, do não julgamento e, principalmente, da transmutação das nossas energias negativas em energias positivas, chegaremos realmente a realizar aquele modelo de perfeição que constitui o objetivo da existência e que cada um de nós tanto deseja alcançar.

Compartilhe e ajude a formar a Massa Crística da Nova Consciência Planetária.



  









[1] Texto de autoria de Sueli Meirelles.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO - Texto Complementar III



“Faça ao outro o que queres que façam a ti mesmo”.

       Talvez essa máxima resuma em si a filosofia cristã. O homem possui em sua consciência o germe do aperfeiçoamento e a noção do bem e do mal.
       Através dos tempos, as várias religiões debatem-se nas divergências de seus conceitos lingüísticos, algumas posicionando-se como detentoras da Verdade Suprema e defendendo os seus conceitos como os únicos verdadeiros, movidas pela ilusão da separatividade e sem perceberem a energia Una e Divina que a tudo impregna.
       A essência do Cristianismo não parece situar-se apenas no campo dos conceitos, mas sim e principalmente, no campo do comportamento. Quando entramos em contato com as Leis Cósmicas, deparamo-nos com princípios extremamente lógicos e coerentes, princípios de fácil compreensão. A grande dificuldade parece surgir no momento de aplicar esses princípios às relações vividas no dia-a-dia. Entre o conhecimento dos princípios e sua real utilização está o grande inimigo do homem no seu processo de aperfeiçoamento: o Ego e suas manifestações (o orgulho, a vaidade, o desejo de poder, a ambição, a inveja, a maldade, a cobiça, a prepotência, o radicalismo etc.).
       A Bíblia, por sua amplitude de conceitos, permite as abordagens parciais. Não fugindo à regra, iremos, neste trabalho, privilegiar algumas passagens que se referem ao comportamento, cientes, entretanto, de que não é nossa a Verdade Total; não é nossa a Única Verdade, pois esta pertence ao Pai. Tentando apenas contribuir com a nossa reflexão sobre verdades tão antigas quanto a história do próprio homem, mas que ainda relutamos em aprender, e que somadas às verdades de cada um, poderão acrescentar harmonia e compreensão às nossas vidas. Vejamos alguns trechos do evangelho segundo Mateus:

“E orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.”
                                                                                           (Mateus 6.7)

       O sentido da oração é o contato mental e emocional com o Divino. Quando apenas repetimos palavras, sem atentarmos para o seu significado ou com a mente dispersa em nossas preocupações cotidianas, não estamos verdadeiramente em contato com Deus. Por outro lado, a oração como contato irá variar em função de nossas necessidades, em cada momento da existência. É o conversar com Deus, segundo nossas experiências, para louvar, pedir ou agradecer. A repetição de palavras somente terá uma utilidade quando se referir a objetivos positivos que desejamos alcançar e que exigirão um quantum energético acumulado, para que possa ocorrer a manifestação no mundo da matéria. Um exemplo específico deste acúmulo de quantum energético é verificado no poder da oração do “Pai Nosso”, capaz de reverter positivamente as situações mais aflitivas de nossas vidas.

 “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós.”
(Mateus 6.14)

       Quando nos sentimos ofendidos com o comportamento dos outros em relação
A nós, desenvolvemos em nosso íntimo, sentimentos negativos, mágoas e ressentimentos, os quais, quando remoídos, nos manterão ligados à pessoa em questão, através de um liame energético igualmente negativo. O ideal é que possamos conseguir o esvaziamento de nossas emoções negativas, alcançando a compreensão de que o outro agiu segundo o seu nível evolutivo e de que, acima de tudo, muitas  vezes age como nós mesmos já agimos em tempos pretéritos (quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra) ou, o que é mais provável, está nos devolvendo, embora não seja adequado, aquilo que lhe fizemos em outro momento do tempo. É importante também lembrarmo-nos de que, em nossas experiências de vida, quer sejam positivas ou negativas, poderemos sempre colher alguma aprendizagem, que nos será útil em situações semelhantes. Cabe ressaltar, ainda, que este processo de transmutação (o perdão) exige um trabalho intenso de esvaziamento dos sentimentos negativos que desenvolvemos diante do ocorrido, até que possamos realmente conseguir perdoar, sem guardar nenhum tipo de ressentimento.

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.”
(Mateus 6.22)

       Diz o ditado popular que os olhos são o espelho da alma. Neste sentido, a abstração do olhar e da expressão facial das  pessoas com quem convivemos, pode ser um seguro indicador do seu grau de confiabilidade. Em nossa prática de contato com o ser humano, inúmeras vezes observamos que pessoas não autênticas, escamoteadoras, não conseguem manter o olhar direto por muito tempo, tendendo a desviá-lo para os lados. Estas pessoas costumam trazer histórias pessoais e transpessoais, nas quais ludibriaram e foram ludibriadas.
       A medida  que vamos nos trabalhando internamente as imperfeições de  nossas  personalidade, nossos olhos vão adquirindo a transparência e a objetividade de nossas reais intenções para com os nossos semelhantes, até que alcancemos o objetivo maior de expressar através deles, todo o amor que podemos chegar a sentir por nossos semelhantes.

“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem regam, nem ajuntam em celeiros; o nosso Pai Celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
(Mateus 6.26)

       Em muitas situações, constatamos que temos mais medo do que precisamos e menos fé do que deveríamos. Conscientes de que apenas irá nos ocorrer aquilo que está em afinidade com nosso padrão de vibração energética, não precisamos nos preocupar com os infortúnios alheios, temendo que eles também nos aconteçam. Nossas preocupações são, em sua maioria, originadas em nossos medos infundados, que vão ganhando forma e amplitude em função de nossa falta de fé em Deus e de autoconfiança em nós mesmos, seres criados a Sua Imagem e Semelhança.
“Mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”
(Mateus 6.33)

       A idéia de buscarmos primeiramente as coisas de Deus consiste em afinarmos nossas ações pelo seus preceitos, qualificando assim nossa vibração energética, o que por sua vez, tornar-nos-á capazes de atrair, por afinidade com o bem, todos os benefícios dos quais nos tornamos merecedores. De nada adiantam as nossas orações e mentalizações positivas se, na prática, continuamos a repetir os mesmos comportamentos negativos que nos afastam do Pai.

“Não julgueis para que não sejais julgados. Por que com o juízo com que lulgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.”
(Mateus 7.7/2)

“E porque reparas tu no arqueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho.”
(Mateus 7.3)

       Dentro do princípio de que a vida não se resume àquilo que pode ser observado em nossa Terceira Dimensão, mas ganha amplitude infinita dentro do conceito de eternidade, aquilo que nos é dado perceber em relação aos fatos é apenas “uma pequena fatia de um grande queijo”, que é o Todo Maior e que inclui muitas outras dimensões de vida. Desta forma, muitos eventos aparentemente errados ou injustos, ganham novos significados quando compreendidos num sentido mais amplo de vida, em conformidade com as Leis cósmicas. Logo, não temos condições de julgar acontecimentos dos quais temos apenas uma pequena parcela de conhecimento; isto nos levaria a sermos injustos, em função de nossa ignorância, em relação ao verdadeiro sentido dos acontecimentos que presenciamos.

“Pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; bate e abrir-se-vos-á.”
“Porque aquele que pede, recebe; e, ao que busca, encontra; e, ao que bate, se abre.”
(Mateus 7.7/8)

       Este princípio bíblico nos mostra a importância da humildade e tem valor de lei cósmica, mostrando-nos que somente seremos atendidos se tivermos a humildade de pedir, trabalhando assim o nosso orgulho e a nossa vaidade. Por outro lado, quando ajudamos ao nosso semelhante, sem que este nos tenha solicitado ajuda, muitas vezes estamos muito mais atendendo às nossas próprias necessidades, de nos sentirmos bons, caridosos, camuflando assim os nossos sentimentos de superioridade em relação ao próximo e, na verdade iludindo a nós mesmos e alimentando nossas imperfeições egóicas. Tal procedimento pode ser, na verdade, uma armadilha na qual caímos  facilmente, nesta dimensão de ilusões, comandados apenas por nossas Personalidades, nossas máscaras sociais para a Terceira Dimensão. Para os Mestres e para Deus, capazes de perceber nossas Individualidades e, conseqüentemente, nossas reais intenções, as quais muitas vezes não são conscientes nem para nós mesmos (quando estamos totalmente dominados por nossas personalidades), tal procedimento não contribui para o nosso aperfeiçoamento espiritual, não sendo computado como obra realizada, uma vez que pode até mesmo nos levar a prejudicar o processo evolutivo de nossos semelhantes, impedindo-os de crescer. A verdadeira caridade consiste em mostrarmos a cada um o seu próprio valor, as suas qualidades, os seus aspectos positivos que por si só fornecerão incentivo e apoio às suas próprias realizações, mantendo-o livre de nosso jugo protetor. Caridade, no sentido lingüístico, consiste em cari+dade. Care (de cuidar) e de core (coração) e dade (de doação, significando doar amor).

“Assim toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.”
“Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar bons frutos.”
“Portando, pelos seus frutos os conhecemos.”
(Mateus 7.17(18/20)

       Pelas ações de uma pessoa podemos inferir seu grau de evolução espiritual. A observação, sem julgamento, do comportamento de nossos semelhantes pode representar para nós uma importante lição de vida. Observando os bons resultados, aprendemos ações adequadas e produtivas; observando os maus resultados, podemos evitar nossos próprios erros. Neste sentido, no convívio com o outro, podemos encontrar, em cada situação um mestre de nossa evolução espiritual, bastando para isto apenas meditar sobre o ocorrido e daí tirar a lição adequada.

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, asemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.”
 (Mateus 7.24)

       Novamente, nesta mensagem, temos a sinalização da importância da prática dos princípios Divinos. De nada adianta ouvir e pregar ao próximo tais princípios se não os aplicarmos ao nosso próprio comportamento. Na verdade, este é o aspecto mais difícil de nossa tarefa evolutiva. Queremos mudar o mundo a nossa volta, mas recusamo-nos a reformular o nosso mundo interno, nossos maus hábitos arraigados, nossos vícios... Dentro do sentido da vida, talvez esta seja a principal tarefa para cada um de nós: Conseguirmos mudar a nós mesmos...

“ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados.”
“E a multidão, vendo isto, maravilhou-se e glorificou a Deus, que dera tal poder aos homens.”
(Mateus 9.6/8)

       Quando realmente conseguimos perdoar alguém, isto significa que conseguimos eliminar em nosso coração toda a mágoa e ressentimento; significa que conseguimos transmutar nossos sentimentos negativos em amor; significa que conseguimos compreender o comportamento do outro, em função de seu grau evolutivo; conseguimos compreender que o outro tem o mesmo direito que nós à sua liberdade e à responsabilidade por suas próprias ações, não nos cabendo julgá-lo. Tal é o nosso poder enquanto seres humanos: perdoar ao nosso semelhante os agravos a nós direcionados, pois somente o amor é capaz de tapar o buraco do ódio e este poder é dado a todo ser humano, consciente da divindade dentro de si mesmo e através do uso da Chama da Misericórdia, o sétimo Raio de Deus.


“Não é o discípulo mais que o mestre, nem o servo mais do que o senhor.”
(Mateus 10.26).

       Esta é a condição de igualdade de oportunidades entre os homens. Deus não privilegia a nenhum de seus filhos. O ponto do caminho em que cada um de nós se encontra é resultado de nossos próprios esforços e empenho em caminhar. Aqueles que vemos atrás de nós, no caminho, estão onde nós mesmos também já estivemos; aqueles que se  encontram à nossa frente, estão onde nós também chegaremos, pois todos caminhamos para o mesmo objetivo de aperfeiçoamento e reencontro com o Pai.

“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca. Isso é que contamina o homem.”
(Mateus 15.11)

       Se tivéssemos uma real noção do poder de nossas palavras, teríamos muito mais cuidado com esse poderoso instrumento. Como está escrito na gênese, no princípio era o verbo e Deus disse: Faça-se a luz. E a luz se fez. Tal é o poder de Deus dado aos homens, únicos seres da criação que possuem o poder do verbo criador, tornando-se assim co-criadores com Deus. Quando os homens usarem este Dom apenas  para fins construtivos, a humanidade terá alcançado a perfeição tão desejada.

“Mas o que sai da boca procede do coração e isso contamina o homem.”
“Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsas testemunhas e blasfêmias.”
(Mateus 15.11/19)

       Através da fala expressamos nossos pensamentos e sentimentos. Na escolha das palavras, no equilíbrio entre o falar e o calar, na ponderação em relação ao que falamos, em nosso tom de voz, a cada momento expressamos inconscientemente nossas intenções mais ocultas. Neste sentido, o escondido não existe e cada um de nós é capaz, através da observação, de aprender valiosas lições, no dia-a-dia da comunicação humana, a respeito desse poderoso instrumento chamado linguagem. Devemos ter como principal objetivo o próprio aperfeiçoamento espiritual, até que sejamos capazes de colocar nossa capacidade de comunicação, a serviço dos aspectos positivos de nossa individualidade.

“Porque o Filho do homem virá na glória de seu pai, com os seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras.”
(Mateus 17.27)

       Mais uma vez aqui é sinalizada a importância da concretização dos princípios e Leis de Deus. A capacidade mental do ser humano o coloca em contato com a Mente Cósmica, cujos princípios podem ser traduzidos nos mais elevados ideais da humanidade. O comportamento humano, quando regido por estes princípios superiores, orna possível a manifestação do Plano Superior no mundo da matéria densa. É através das suas obras, das suas realizações em vida, que o homem participa da obra de Deus.

“E repreendeu Jesus o demônio que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou.”
“Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular disseram: Por que não podemos nós expulsá-lo?”
“E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá – e há de passar; e nada mais será impossível.”
(Mateus 17.18/19/20)

       Muitos de nós consideramos que é necessário ver para crer. Aproximamo-nos dos eventos místicos com nosso senso crítico e capacidade de observação, esperando que o fenômeno observado, por si só, comprove a existência do Divino. Como se coubesse a Deus nos provar sua existência. Com nossa mente objetiva e racional, esquecemo-nos do campo eletromagnético que permeia e torna possível tais fenômenos e que, quando duvidamos, emitimos tal tipo de energia para o ambiente, interferindo assim no desenvolvimento do processo. Acima de tudo, é necessária crer para ver, pois, segundo os passos da precipitação no mundo da matéria, há um longo caminho de influências mentais a ser percorrido antes que alguma coisa se torne realidade. E o primeiro passo para a concretização é, justamente, o modelo criado pela mente de cada um.

“Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.”
(Mateus 18.4)

       A virtude da humildade consiste no reconhecimento do quanto somos ainda imperfeitos; do longo caminho que temos pela  para percorrer e da imensidade cósmica que nos rodeia. Ser humilde é também reconhecer que cada uma de nossas realizações representa a Força Superior fluindo através de nós; que nada nos pertence ou é nossa criação exclusiva, mas que somos canais através dos quais passa a Sabedoria Superior e que, neste sentido, nenhuma idéia ou feito pertence a ninguém.

“Em verdade vos digo que tudo que ligardes na terra será ligado no céu e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.”
(Mateus 18.18)

       Esta máxima nos mostra a correlação entre microcosmo e macrocosmo; mostra-nos a correspondência entre o mundo mental e o mundo material; mostra-nos a interligação entre todas as coisas que nos parecem separadas.

“E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.”
(Mateus 22.37)

       Mais uma vez é aqui ressaltada a importância da fé. Cabe entretanto relembrarmos que o atendimento aos pedidos depende da integração entre individualidade e Personalidade. Quando fazemos uma oração pedindo algum benefício, é necessário atentarmos para o fato de que esta graça pode estar ou não de acordo com nossa programação inconsciente de vida e com os aspectos de Personalidade que necessitamos trabalhar em nós mesmos. Sempre que o nosso pedido for inadequado, nossa Individualidade posicionar-se-á contra, agindo como um sabotador de nossas intenções egóicas.

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
“Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.”
(Mateus 22.37/39/40)

       Quantas vezes proclamamos o nosso amor ao Senhor, esquecendo-nos de expressá-lo aos nossos semelhantes. Fácil nos parece amar a um Deus que não nos causa problemas e aborrecimentos; difícil se torna conviver com o nosso irmão (expressão da Divina Presença em nosso plano material ) e nele reconhecer o treinador necessário ao trabalho evolutivo de determinados aspectos de nossa Personalidade. Esta é a verdadeira e difícil manifestação de nossa fé...
       Muitos outros textos bíblicos poderiam aqui ser abordados. Nosso objetivo é o de que possamos refletir sobre as grandes Verdades Bíblicas, identificando quais os aspectos negativos que devemos observar, não nos outros, mas em nós mesmos. Parece-nos que a grande reforma da humanidade começa dentro de cada um de nós e neste sentido não precisamos nos assustar: O mundo somente irá se modificar quando conseguirmos modificar nossos mundos internos...
Os texto de outras religiões, além do Cristianismo igualmente contém muita Sabedoria. Eles deverão ser utilizados, na medida em que os integrantes do grupo de estudos consigam romper as barreiras dos próprios preconceitos. Isto promoverá a ampliação da síntese religiosa, capaz de unir a todos em torno do PAI.

                                                               Sueli Meirelles

Site: www.suelimeirelles.com





[1] Texto de autoria de Sueli Meirelles com fundamentos na Bíblia Sagrada.

quinta-feira, 17 de março de 2016

A SEGUNDA PROFECIA MAIA E O ATUAL MOMENTO - Artigo


"As profecias são apenas advertências para que tomemos consciência da necessidade de mudar o rumo das nossas escolhas erradas evitando que se tornem realidade. "

Erroneamente, até mesmo distorcidas pela imprensa sensacionalista, as PROFECIAS MAIAS não foram compreendidas em toda a sua profundidade, e tão logo se passou o ano de 2012, caíram no esquecimento, substituídas pelo torvelinho das novas informações.
Neste momento, em que vivemos intensas transformações em nosso país, resgatamos os textos sagrados dos Maias, para que possamos compreender e atravessar esta "Porta Estreita", em que nossas máscaras sociais se derretem à luz da Verdade que emerge, dentro de cada um de nós. Vejam:
"A segunda profecia Maia anunciou que, o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente, a partir do eclipse do sol em 11 de agosto de 1999. Naquele dia, vimos que um anel de fogo se recortava contra o céu. Foi um eclipse sem precedentes na história, pelo alinhamento em cruz cósmica, com o centro na Terra, de quase todos os planetas do sistema solar. Eles se posicionaram nos quatro signos do zodíaco, que são os signos dos quatro evangelistas. Os quatro guardiões do trono que protagonizam o Apocalipse segundo São João. Além disso, a sombra que a Lua projetou sobre a Terra, atravessou a Europa, passando por Kosovo, depois pelo oriente médio, pelo Irã, pelo Iraque, e posteriormente dirigiu-se ao Paquistão e a Índia. Com sua sombra ela parecia prever uma área de guerras e conflitos.

Os Maias sustentavam que a partir deste eclipse, o homem perderia facilmente o controle de suas emoções, ou então alcançaria sua paz interior e tolerância, evitando os conflitos. Sendo assim, passamos a viver uma época de mudanças, que é a ante-sala de uma Nova Era. A noite fica mais escura antes do amanhecer. O fim dos tempos é uma época de conflitos e grandes aprendizados, guerras, separação e loucura colectiva, que gera por sua vez, processos de destruição e de sofrimento, para a evolução seletiva.

A segunda profecia indica que a energia que se recebe do centro da galáxia aumentará, e acelerará a vibração em todo o Universo para conduzi-lo a uma maior perfeição. Isso produzirá mudanças físicas no sol, na Terra, e mudanças psicológicas no ser humano, alterando seu comportamento e sua forma de pensar e sentir. Serão transformadas as relações e as formas de comunicação, os sistemas econômicos, sociais, de ordem e justiça. Serão mudadas as convicções religiosas e os valores que aceitamos hoje. O ser humano irá confrontar-se com seus medos e angústias, para solucioná-los, e deste modo poderá sincronizar-se com os ritmos do planeta e do universo. A humanidade irá perceber seu lado negativo e, as conseqüências de suas atitudes. Esse é o primeiro passo para a transformação e unificação que, remete à necessidade da permanência no bem e da paz interior.

Serão incrementados acontecimentos que nos separam, mas também os que nos unem. A instabilidade emocional, o medo, a agressão, o ódio, as famílias em dissolução, os enfrentamentos por ideologia, religião, modelos de moralidade ou nacionalismo. Simultaneamente, mais pessoas encontrarão a paz e, aprenderão a controlar as suas emoções. Haverá mais respeito, mais tolerância e compreensão, mais compaixão, amor e sentimentos de unidade. Surgirão homens com altíssimo nível de evolução. Pessoas com sensibilidade e poderes intuitivos para a salvação. Mas também aparecerão farsantes (os falsos cristos e falsos profetas), que só pretenderão obter lucro económico à custa do desespero alheio.

Os Maias previram que em 1999 começaria a era do tempo do não-tempo. Uma etapa de mudanças rápidas, necessárias para renovar os processos geológicos, sociais e humanos. Ao final do ciclo, cada um será seu próprio juiz. Quando o ser humano ingressar no Grande Salão dos Espelhos para examinar sua trajetória, será classificado pelas qualidades que tenha conseguido desenvolver no decorrer da eternidade, seu comportamento consigo mesmo e com seus semelhantes, com o Planeta, com o Todo. “A cada um, de acordo com suas ações.”
 

Haverá momentos difíceis mas muitos conservarão a serenidade e harmonia numa compreensão das coisas que sucederão, enquanto outros revelarão medo e frustração, culpando Deus pelo que acontecerá, pois a morte e sofrimento reinará. Mas também tudo isso originará mais  solidariedade e respeito pelos semelhantes, de unidade com o planeta e o Cosmos. Isso significa que o 'céu' e o 'inferno' estarão se manifestando simultaneamente, e que cada ser humano aceitará ou rejeitará tudo conforme suas crenças. Uns revelarão mais sabedoria outros mais ignorância.  Na época da mudança dos tempos todas as opções estarão disponíveis e praticamente não haverá censura de nenhum tipo, os valores morais serão mais frouxos do que nunca, para que cada um se manifeste livremente como é.

A segunda profecia afirma que se a maioria da humanidade conseguir transcender suas limitações, sintonizando-se com as novas energias, muitas mudanças drásticas que serão descritas nas próximas profecias poderão ser anuladas. O ser humano sempre decidiu seu próprio destino pelo seu livre arbítrio. As profecias são apenas advertências para que tomemos consciência da necessidade de mudar o rumo das nossas escolhas erradas evitando que se tornem realidade."

Muito Lindo!!!! Em Marcha em direção a nós mesmos.
Sueli Meirelles - Especialista em Psicologia Clínica. Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral e Educação para a Paz. Escritora e Palestrante.
Email: suelimeirelles@gmail.com


Fonte: www.novaera.alvorecer.net


sexta-feira, 29 de maio de 2015

A IMPERFEIÇÃO HUMANA - Mensagem

Em nenhum momento nenhum de vocês estiveram sozinhos. Muitas coisas ocorreram e sempre irão ocorrer. Faz parte do processo de evolução. Apenas, muitas vezes, em função das imperfeições que ainda existem, é dada mais força a elas, e se perde tempo; e se perde o caminho. Peça e obterás! Há sempre um caminho de retorno, basta perceber a porta, pedir e entrar. Quanto mais força se dá á imperfeição, mais força ela terá. Vocês são seres em desenvolvimento e errar faz parte do caminho. Que cada um possa se trabalhar, para que cada um possa perceber  os  próprios acertos também. Sempre que necessário bastará pedir.

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domingo, 1 de março de 2015

SEDE PERFEITOS Capítulo 36.6 da Apostila do Carrossel de Luz


Parte II - Textos Complementares

       ...E o Mestre Jesus disse. “Sede Perfeitos, como vosso Pai que está nos céus.” Mas o que é esta imperfeição que devemos “combater”? Como e onde ela se localiza, em nosso psiquismo? Por que, apesar de nossos esforços sinceros, muitas vezes sucumbimos em nossos propósitos de aperfeiçoamento, como se algo mais forte nos impelisse ao erro? Por outro lado, também ouvimos: “O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus”. Onde está esta nossa perfeição? Como poderemos encontrá-la dentro de nós mesmos? Estas e muitas ouras questões vêm à nossa mente, ao abordarmos este tema. O homem moderno, apesar de todo o seu avanço técnico e científico, continua desconhecendo o maior fenômeno da natureza: Ele próprio.
       Aldous Huxley, autor de “As Portas da Percepção, diz: ”Cada ser humano é capaz de captar qualquer coisa, a qualquer momento, em qualquer ponto do Universo.” Com este potencial imenso, seríamos bombardeados por uma quantidade atordoante de informações simultâneas, o que tornaria a nossa vida, neste planeta de energia densa, simplesmente caótica. Para que isto não ocorra, há um afunilamento deste potencial, através de barreiras psíquicas chamadas de mecanismo de defesa do psiquismo, que selecionam e deixam passar apenas aquelas informações que podem ser compreendidas e aceitas pela nossa mente consciente. Desta forma, podemos descrever o psiquismo, didaticamente, como sendo constituído por uma parte consciente -–aquilo que conhecemos de nós mesmos – a barreira  que representa os mecanismos de defesa do psiquismo, que atuam como um filtro entre o inconsciente e o consciente, deixando passar apenas aquilo que o consciente suporta perceber; e uma parte muito mais ampla, inteligente e poderosa, que é o nosso inconsciente, capaz de capar vários estímulos num só momento  - percepção inconsciente simultânea – onde estão todas as nossas motivações inconscientes, tanto positivas quanto negativas.
       Estas diferentes partes psíquicas funcionam em diferentes níveis energéticos. Temos o nível físico, o nível de sensações ou sinestésico, o nível emocional, o mental inferior (o nosso pensamento objetivo), o mental superior (o nosso nível de ideais), o nível intuitivo e o espiritual. Os três níveis superiores – o nível espiritual, o intuitivo e o mental superior - compõem a nossa Individualidade, a nossa parte mais essencial, constituído de Energia Divina, também chamada de Mônada, Chama Tríplice, Chama Trina, Cristo Interno etc., a nossa parte perene, eterna. Os quatro níveis inferiores – o físico, o sinestésico, o emocional e o mental inferior – compõem a nossa Personalidade, aquela parte que mostramos às outras pessoas e que representa o nosso caráter nesta existência. Constitui também a idéia que conscientemente fazemos de nós mesmos, embora muitas vezes venha do consciente uma certa dúvida quanto àquilo que acreditamos ser ou gostaríamos de ser. É importante ressaltar que nem sempre a Individualidade  a Personalidade estão em harmonia ou equilíbrio ecológico. Nem sempre uma pessoa é na sua essência ou individualidade, aquilo que mostra em sua Personalidade ou aquilo que gostaria de ser. É justamente neste sentido que a individualidade pode atuar como um sabotador dos propósitos da Personalidade, ou, em outros casos, denunciar a Personalidade em sua tentativa de mascaramento, quando busca aparentar ser melhor do que realmente é.
       De acordo com a Psicologia Transpessoal (que estuda os aspectos psíquicos além da Personalidade), partimos do princípio de que “cada indivíduo já possui dentro de si mesmo todos os recursos de que necessita para alcançar seus objetivos de aperfeiçoamento, nesta existência. Todos possuem a Chama Trina dentro de si mesmos, a sua Luz Interna. O trabalho terapêutico consiste então em colocar o cliente em contato com esse poderoso recurso interno, à luz do qual ele escolherá o que irá conservar e o que irá modificar em si mesmo, tomando por base o seu Arquétipo – modelo divino e perfeito, criado para cada Individualidade ou Emanação de Vida que vem de Deus – O homem feito à imagem e semelhança de Deus. Cabe ao homem, portanto, concretizar este modelo com seu próprio esforço - a cada um será dado segundo suas obras  - e segundo a Lei do Livre Arbítrio.
       Através da técnica de Captação Psíquica  (acesso ao inconsciente através de sensitivos) constatamos que cada pessoa possui dentro de si uma programação de vida a ser realizada, em relação ao seu próprio aperfeiçoamento e em relação ao aperfeiçoamento da comunidade em que ela está inserida. Ocorre também que, em muitos casos, por uma série de interferências situacionais e diferentes configurações energéticas, ou ainda registros emocionais do inconsciente profundo, a pessoa não está cumprindo sua programação de vida. Nestes casos, iremos entrar em contato com estes registros, liberando o conteúdo emocional alí contido e levar o inconsciente a perceber que agora ele está em outro momento do tempo e que aqueles fatores negativos não estão mais presentes.
       Somente entrando em contato com as emoções negativas, uma pessoa poderá libertá-las e transmutá-las em energia positiva, para ser utilizada em fins construtivos. O simples fato de reprimir uma emoção negativa  - raiva, orgulho, tristeza, inveja etc. – não significa que ela tenha sido eliminada; apenas está contida, aprisionada pelos mecanismos de defesa, dentro do inconsciente, interferindo no comportamento do indivíduo, todas as vezes em que a vigilância dos mecanismos defensivos diminuir. Tal procedimento cria um estado de tensão interna no indivíduo, podendo chegar a um ponto em que toda a sua energia   será gasta dentro dele mesmo, no trabalho de contenção dos conflitos emocionais. Isto o levará a um clímax em que pouca energia restará para a realização da programação de vida, estagnando-se assim o processo de aperfeiçoamento e mantendo-se o indivíduo preso na teia de suas próprias emoções negativas inconscientes.
       Cada um de nós é um centro gerador de energia eletromagnética. Nosso cérebro é um computador. Quando pensamos, geramos energia que irá condensar-se numa forma-pensamento – imagem formada pela concentração de energia do pensamento humano. Quando pensamos negativamente, criamos formas-pensamento negativas, que irão se associar a outras formas-pensamento de igual freqüência energética, voltando posteriormente a nós mesmos, acrescidas dessas energias semelhantes ao mal que produzimos. Quando produzimos formas-pensamento positivas, o processo igualmente repetir-se-á e teremos de volta a nossa energia positiva, acrescida de energias semelhantes.
       Segundo as últimas pesquisas realizadas no campo da Psicologia Transpessoal, a média dos seres humanos utiliza 3% de sua energia mental positivamente; 25% dessa energia, negativamente, e 72% sem nenhum direcionamento objetivo, constituindo energias malbaratadas ou desperdiçadas. Para que o processo de aperfeiçoamento se concretize é necessário que 49% da nossa energia sejam utilizados construtivamente, nas 24 horas do dia, dividas em 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso – medidas de tempo relativas à Terceira Dimensão.
       Este modelo pode nos proporcionar uma ajuda valiosa no sentido de percebermos, a cada dia, como estamos utilizando nossas energias mentais e até onde estamos realmente contribuindo para o nosso aprimoramento pessoal e, pela nossa co-responsabilidade em relação ao todo – o corpo mental do planeta Terra é formado pelo somatório de nossos corpos mentais – perceber até onde estamos contribuindo positivamente para a melhoria do mundo em que vivemos.

Através desta observação diária, poderemos identificar também as motivações    inconscientes que nos sabotam, no sentido de compreendermos que elas tiveram origem numa situação de sofrimento físico ou psíquico e somente através da aceitação incondicional, do não julgamento e, principalmente, da transmutação das nossas energias negativas em energias positivas, chegaremos realmente a realizar aquele modelo de perfeição que constitui o objetivo da existência e que cada um de nós tanto deseja alcançar.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A FORÇA DO AMOR - Mensagem


         Sabeis que assim é no céu como assim é na terra; sabeis que a célula reproduz o comportamento do homem ao qual pertence. Sabeis que o microcosmo reproduz o macrocosmo. Por esta Lei, que é perfeita, recebeste uma amostra do mundo com o qual irás lidar, no teu caminho. Desenvolveste instrumentos que te tornaram capaz de perceberes cada um como realmente é. Estás te machucando porque te tornastes capaz de perceber as mazelas humanas. E é justamente por elas, que tu, e muitos outros aqui estão.
Naquele grupo, naquele microcosmo, tiveste uma representação de vários tipos de comportamento, de vários graus de evolução. Medita sobre cada tipo e extrai dessa experiência a maneira correta de ressaltares, em cada um, aquilo que cada um tem de positivo, para que, com isso, cada um possa ir diminuindo o investimento de energia em pensamentos e ações negativos.
Neste ponto ocorreu o vosso erro. Não só o dela, mas o teu também (*).Quando sinalizas as falhas de alguém, estás dando valor e força a cada uma delas. Repito: Este tem sido o vosso erro. Vossa atenção está, ainda, voltada para o negativo. Começa, a partir de agora, a perceber todo o amor que tens dentro de ti, e que não estás distribuindo adequadamente, porque estás esperando que as pessoas se tornem dignas e merecedoras do teu amor. Distribui o teu amor e, sentindo-se amadas, elas ficarão motivadas a se tornarem merecedoras e dignas desse amor. AMA primeiramente, impregna tuas ações de amor, expande este amor ao redor de ti, através das tuas palavras, dos teus movimentos; através de um simples olhar, de um simples sorriso. Assim, estarás criando um microcosmo de amor, que irá se expandindo mais e mais, até alcançar todo o Universo.
Esta é a vossa lição. Meditai, aprendei e executai as vossas tarefas.

OBS: A mudança da 2ª pessoa do singular, para a 2ª pessoa do plural, na mensagem, deve-se ao fato desta ser ora endereçada a um, ao outro, e aos dois, simultaneamente.





Mensagem canalizada por Sueli Meirelles em 03/05/1992
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