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terça-feira, 3 de março de 2026

OS SÍMBOLOS ANIMAIS E A DINÂMICA FAMILIAR



    O trabalho terapêutico com a linguagem simbólica do inconsciente profundo, permite uma leitura precisa, tanto do potencial interno de realização de cada paciente, como da dinâmica de relacionamentos interpessoais, quer seja na família, no trabalho ou no convívio social, permitindo ao psicoterapeuta auxiliar seus pacientes na mediação de conflitos, em diferentes contextos.

    Tomando por base a dinâmica de um dos casos clínicos atendidos, passo aqui a analisar uma dinâmica familiar específica, entre um Leão, um Cavalo e um Macaco e as possíveis soluções para minimizar os conflitos surgidos na convivência diária:

    O Leão é o Rei da floresta e tem consciência de sua força e do poder de suas garras e presas afiadas.  Simbolicamente é um predador!... É selvagem, instintivo e caminha pela floresta (memórias transpessoais), bebe a água (busca conhecimento) no rio (fluxo da vida) e caça (expressão da agressividade), quando tem fome. Quando alimentado, descansa confortavelmente e pode ser mais pacífico.

 O macaco, um animal silvestre sem a agressividade do Leão, também vive na floresta, pulando de galho em galho, em busca de novidades. Olha tudo de cima das árvores, sem se envolver diretamente. É um expectador dos acontecimentos, como se levasse notícias ao se lançar de um galho ao outro. Sua estratégia é fugir das situações de conflito, através da sociabilidade e do desejo de agradar aos outros, buscando o lado divertido dos acontecimento. E assim passa a vida!...

O cavalo já deixou de ser selvagem e não vive mais na floresta. Prefere o campo gramado (espiritualidade) , onde tem relva fresca, recebe a luz do sol (iluminação interior) e tem a água corrente do riacho que flui para o rio, que corre em direção ao mar, que a tudo dissolve... Segue o fluxo da vida!

 Em princípio, não há afinidade entre os três. É como se vivessem em dimensões paralelas, cada um olhando o mundo através da sua própria janela de percepção. Embora pertençam ao mesmo reino evolutivo, vibram em diferentes faixas de energia: O Leão é bem terreno e instintivo; o Macaco não leva as coisas muito a sério; o Cavalo procura agir e seguir o seu caminho. Apesar das incompatibilidades deste convívio, cada experiência encerra uma aprendizagem evolutiva e contribui para a integração entre os opostos, até que os  comportamentos se tornem complementares.

Ao Leão cabe observar o contexto e aprender a respeitar o espaço dos outros animais, direcionando a sua agressividade e capacidade de liderança, para metas construtivas; o Macaco, enquanto caça, precisa esvaziar o medo e confiar em suas estratégias de mediação de conflitos; ao Cavalo, cabe desenvolver paciência e compaixão para conviver com os aspectos mais instintivos dos outros dois. Assim é a evolução da consciência...

                                                     Sueli Meirelles, em 03 de Março de 2026.

sábado, 4 de outubro de 2025

AVIÃO DO AMOR - Capítulo 5 - A Transformação da Inveja

Quando chegou a vez da inveja, ela já estava ficando roxa, por desejar viver as mesmas experiências de seus colegas de turma, pois não queria sentir-se inferior às outras crianças. Mas ao entrar na água, sua experiência foi bem diferente das demais. Sua transformação aconteceu no sentido de que ela começasse a perceber suas próprias qualidades e as coisas que também sabia fazer muito bem, embora fossem coisas diferentes do que as outras crianças faziam. A Inveja nunca havia pensado nisso e mais uma vez o Amor, com toda a sua paciência e dedicação, veio em seu socorro, sentando-se ao lado da menina, na beirinha da água que refletia suas habilidades naturais. A Inveja começou a chorar e o Amor a abraçou, carinhosamente, dizendo-lhe: _Você agora percebe tudo de bom que pode fazer com as suas próprias qualidades, sem precisar ficar se comparando com outras crianças? A Inveja enxugou os olhinhos e pediu: _ Amor, você me ajuda a me lembrar das minhas qualidades?

O Amor então lhe perguntou o que mais ela gostava de fazer e ela disse que gostava muito de estudar, porque queria ser a primeira aluna da turma, mas quando estudava, ficava pensando como estaria a sua colega mais estudiosa e acabava se distraindo,  errando algumas questões e tirando notas baixas. O Amor então lhe explicou que o objetivo principal do estudo não era exatamente a nota, mas a satisfação de adquirir conhecimentos que seriam úteis para ela, quando crescesse, para realizar aquilo que estava escrito no seu coração, acrescentando: _ Você sabia que todo bom caminho tem um coração? Se você fizer o que mais ama, muito bem feito, isto poderá ser a sua profissão, no futuro e, desse modo, cada dia de trabalho será muito feliz para você  e  também muito útil para outras pessoas, porque este é também o verdadeiro sentido do trabalho. A Inveja ficou um tempo em silêncio, procurando se lembrar do que fazia muito bem e poderia ser um trabalho bem gostoso. Depois, falou: _Eu sempre peço a minha mãe para imprimir desenhos de meninas, que eu recorto e faço roupas novas para elas, com papéis coloridos. Então acho que eu posso trabalhar com moda de roupas de praia! Sim, disse o Amor. Você pode ser uma Estilista, que é a pessoa que cria novos modelos de roupas para as pessoas. Assim decidida, junto com o Amor, a Inveja escolheu o nome de Maitê, que significa ser amável, senhora do verão e soberana que colhe o que cultiva e a menina ficou muito feliz. O Amor então combinou com todas as crianças a data do próximo encontro.  Até lá!

Atenção: A próxima viagem do AVIÃO DO AMOR será no dia 12/02/25, quando outra criança viverá uma nova transformação, acompanhada pelo AMOR,  Quem será?  (Sugestão de cor para este capítulo: Roxo)

Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de janeiro de 2024.Direitos Autorais Reservados. Pode ser impresso e distribuído, com citação da  Fonte e autoria. Site. www.institutoviraser.com

Whatsapp: 55 22 99955-7166

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

AVIÃO DO AMOR - Capítulo 12 - O Mergulho o Reino das Águas

Já recolhidas para dormir e depois de terem feito suas orações,  as crianças perguntaram ao Amor se, na viagem ao Reino das Águas, conseguiriam respirar lá em baixo. O menino lhes explicou que esta viagem seria feita, como da outra vez, durante o sono, quando o nosso pensamento fica  livre para irmos onde queremos. Explicou também que a água pode se apresentar em três estados diferentes: Sólida como gelo, líquida como a água que bebemos e gasosa como as nuvens. Lembrou da importância de cuidarmos bem das nascentes, rios e oceanos, para que todos os seres vivos do planeta tenham saúde. Explicou como os Elementais da Natureza se comunicam entre si, para que o vento, por exemplo, sopre as nuvens para determinados lugares, onde precisa chover e que, quando os seres humanos estão mais conectados com a Natureza a qual pertencem, podem entrar em sintonia com esses Elementais, respeitando seus ciclos e vivendo em perfeita harmonia, desse modo evitando os desequilíbrios das secas e enchentes. Durante o sono, as crianças foram visitar diferentes lugares do planeta, alguns onde a água era escassa, como nos desertos; outros onde a natureza era preservada e as águas ainda eram puras e cristalinas, contribuindo para a saúde dos seres vivos e lugares onde as águas haviam sido tão poluídas, que mais pareciam águas de esgoto, densas e contaminadas, tornando-se impróprias para beber.

O Amor aproveitou a oportunidade para falar do livro “Ondas à Procura da Mar”, de autoria de um bondoso Psicólogo chamado Pierre Weil, onde ele conta a história de algumas Ondinas que se perguntavam por que cada onda tem sua forma e tamanho e, ao mesmo tempo faz parte do oceano, do mesmo modo que cada um de nós, ao mesmo tempo que temos uma Individualidade, fazemos parte de Um Todo, a que chamamos Deus.

As crianças acharam esta lição sobre as águas bem mais difícil do que a anterior e o Amor ficou de fazer uma nova reunião com elas, para poder explicar melhor, depois que tivessem lido a fala da Ondina, no link abaixo:

Link para a Mensagem na íntegra “Eu Sou a Água: BLOG DO CARROSSEL DE LUZ - ANUPES - Núcleo de Pesquisas sobre Fenômenos Psico-Espirituais: EU SOU A ÁGUA - Mensagem Espiritual Canalizada

Atenção: A próxima viagem do AVIÃO DO AMOR será no dia 12/10/25, quando todas as crianças irão visitar o Reino do Ar.  (Sugestão de cor para este capítulo: (Azul)

Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de Setembro de 2025.

Todos os capítulos estão publicados no Blog Sueli Meirelles: https://sueli-meirelles.blogspot.com/

Direitos Autorais Reservados. Pode ser impresso e distribuído, com citação da  Fonte e autoria. Site. www.institutoviraser.com    Whatsapp: 55 22 99955-7166

domingo, 10 de agosto de 2025

AVIÃO DO AMOR - Capítulo 11 - A Viagem ao Reino dos Elementais da Terra

Depois que todas as crianças do grupo haviam passado por suas transformações pessoais, o Amor propôs que elas vivessem uma nova e maravilhosa experiência: Conhecer os Reinos dos Elementais da Natureza. Reunindo-as em uma Roda de Conversa na pousada, o Amor lhes explicou que esta seria uma experiência bem diferente, porque não poderiam ir acordadas; teriam que estar dormindo, para poderem alcançar estas outras dimensões de realidade e que estas novas aventuras seriam vividas durante o sono. Assim combinado, quando chegou a hora de dormir, o Amor entrou no alojamento das crianças, pedindo-lhes que deitassem e suas caminhas, fechando os olhos e ouvindo a doce música que ele colocou para tocar. Assim embaladas, todas as crianças adormeceram, entrando num sono cada vez mais profundo, que fazia com que elas fossem descendo ao Reino dos Elementais da Terra, como se tivessem ficado bem pequeninas, do mesmo tamanho deles. Passando pelo mesmo processo, o Amor as conduziu neste fantástico passeio. Qual não foi a surpresa de cada uma delas quando se viram diante dos gnomos e das gnominas, estes pequenos seres que sustentam o processo de germinação das sementes. Elas sempre haviam pensado que as sementes brotavam por si mesmas e nunca haviam imaginado que houvessem seres espirituais que cuidasse da manutenção do modelo a ser manifestado por cada planta. Olhando para cada um deles, no exercício de suas tarefas, perceberam que eles mantinham em suas mentes, o modelo de cada  árvore, de cada planta, de cada flor que desabrochava no mundo físico. Como eles estavam concentrados em suas tarefas, elas não puderam conversar com eles, como o Jardineiro Solitário, num conto escrito anteriormente, por esta autora. Mas puderam caminhar pelas florestas, campos, jardins, onde os Elementais da Terra cumpriam, com muito zelo, a sua missão espiritual. As crianças ficaram encantadas com este impressionante passei e acordaram muito alegres, na manha seguinte, para compartilharem entre si, durante o café da manhã, o que haviam aprendido, naquele sonho, sentindo-se muito entusiasmadas com a proposta para a noite seguinte. Que experiência maravilhosa!!!

Atenção: A próxima viagem do AVIÃO DO AMOR será no dia 12/09/25, quando todas as crianças irão visitar o Reino das Águas.  (Sugestão de cor para este capítulo: Marrom)

Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de Agosto de 2025.

Todos os capítulos estão publicados no Blog Sueli Meirelles: https://sueli-meirelles.blogspot.com/

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domingo, 6 de julho de 2025

AVIÃO DO AMOR - Capítulo 10 - A Libertação da Dor

 

  A última emoção a ser ajudada foi a Dor. A menina estava sentada sobre uma pedra, num canto da praia, curvada pelo peso do seu sofrimento e o Amor foi até lá, buscá-la, dando-lhe apoio na caminhada até a água. Ela seguia dizendo “ai” em voz alta, única forma que encontrava para minimizar o seu grande sofrimento, desde que sua Mamãe havia morrido. O Amor parou por um momento, abraçando-a e lhe dizendo que compreendia o que ela sentia e que estava ali para ajudá-la, explicando-lhe que ninguém fica na Escola da Vida, para fazer companhia a quem ainda está estudando. A Dor ficou um pouco mais calma e o Amor a ajudou a entrar na água da transformação. Juntando suas duas mãos em oração e elevando o seu pensamento a Papai do Céu, pediu-lhe que permitisse que a Dor pudesse ver sua mamãe no Plano Espiritual. Imediatamente, a Dor começou a ver um lindo jardim, projetado nas águas cristalinas. Então o Amor lhe disse para fechar os olhos e se imaginar entrando no jardim, caminhando entre as flores e inspirando as cores que visualizava. Assim fazendo, a Dor foi ficando com a expressão mais serena e continuou a imaginar o que o Amor lhe sugeria. Mas além do jardim, havia um banco sob uma árvore frondosa, onde a menina viu sua Mamãe sentada, sorrindo para ela. Correu na sua direção, jogando-se em seus braços estendidos, que a esperavam para um grande e caloroso abraço. Quantas saudades!... Durante algum tempo, ficaram ali abraçadas, enquanto Mamãe lhe explicava que agora morava numa das Cidades do Céu, aguardando a momento  de ganhar um novo uniforme e voltar a estudar na Escola da Vida. Falou que, de lá podia ver a menina e visitá-la em datas importantes como aniversários e Natal. A menina parecia surpresa, diante das novas informações. Nunca havia imaginado que pudesse ser assim! Isto consolava o seu coração, que foi-se aliviando da insuportável dor e sentimento de perda, percebendo que não havia perdido Mamãe. Era como se ela, agora, morasse num lugar distante, podendo se falar pela web do pensamento. O Amor explicou que elas poderiam também se encontrar durante os sonhos, sempre que Papai do Céu permitisse e sentindo-se bem mais aliviada, a menina aceitou despedir-se de Mamãe. Então, por detrás dela se abriu um Portal de Luz, onde apareceu um Anjo de Deus que a acolheu amorosamente, enquanto Mamãe acenava para a menina, apoiada pelo Amor. Depois que o Portal se fechou, ambos caminharam por entre as flores onde a menina ia inspirando profundamente o aroma das flores brancas da Paz e da Serenidade, percebendo que, agora, estava pronta para receber o seu nome de criança e, sem esperar que o Amor lhe sugerisse um nome, pediu para se chamar Celeste, porque a sua experiência havia sido como uma viagem ao céu...

Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de Julho de 2025.

Atenção: A próxima viagem do AVIÃO DO AMOR será no dia 12/08/25. Agora que todas as crianças ganharam seus novos nomes, o que irá acontecer?  (Sugestão de cor para este capítulo: (Cinza)



sexta-feira, 13 de junho de 2025

AVIÃO DO AMOR - Capítulo 9 - O Esvaziamento da Raiva

 


Como de costume, a Raiva estava muito mal-humorada. Como não entendia a maioria dos acontecimentos nem os motivos do comportamento das outras crianças, mantinha uma postura de desafio e implicância com todas elas. Ser opositora era a sua maneira de conseguir um pouco de atenção, já que não compreendia sua raiva como uma força que poderia ser utilizada positivamente.

Quando entrou no mar da transformação, a água a sua volta começou a borbulhar, como se estivesse fervendo, liberando bolhas vermelhas de profunda irritação com tudo e com todos. Para sua surpresa, o esvaziamento da raiva começou a clarear a sua mente, trazendo-lhe uma tranquilidade que nunca havia experimentado antes. Cumprindo a sua função orientadora, o Amor se aproximou dela e lhe perguntou: _ Você já parou para pensar que toda esta força que você traz dentro de si pode ser usada como garra, para você realizar muitas coisas boas na sua vida?

_Como? Perguntou a Raiva, sentindo-se incompreendida. Pacientemente, o Amor lhe explicou: _Cada insatisfação que você vive é um desafio para que você aprenda a contornar as dificuldades. Pare para pensar sobre as coisas que lhe incomodam e aborrecem. O que vem à sua mente? A menina ficou pensativa por alguns instantes e respondeu: Por que as outras crianças agem diferente de mim? Por que não fazemos todas as coisas do mesmo jeito?

O Amor lhe explicou que cada criança era um projeto único de Papai do Céu, para manifestar um Dom do seu próprio modo e isso permitia que cada criança, no convívio com as diferenças, pudesse aprender outros modos de fazer as coisas. Esta explicação fez com que um raio luminoso de compreensão entrasse na cabecinha da menina, trazendo-lhe um grande alívio. Nunca havia pensado nisso! Na imagem da água agora cristalina, era como se a Raiva pudesse acompanhar o pensamento das outras crianças, que faziam coisas de modo diferente. Tornando-se serena e lembrando-se das experiências das outras crianças, preparou-se para receber seu novo nome, perguntando ao Amor: _Como eu vou me chamar, agora?

O Amor sugeriu que a Raiva se chamasse Rebeca, que tem o sentido de união, dizendo-lhe: _Como você vai se sentir se, ao invés de ficar brigando com todas as crianças, você puder atrair mais crianças e fazer novas amizades? Rebeca sorriu alegremente e correu em direção ao grupo, para fazer novas amizades...

                              Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de Junho de 2024.

 

Atenção: A próxima viagem do AVIÃO DO AMOR será no dia 12/07/25, quando outra criança viverá uma nova transformação, acompanhada pelo AMOR.  Quem será?  (Sugestão de cor para este capítulo: (Vermelho)


quarta-feira, 7 de maio de 2025

AVIÃO DO AM0R - Capítulo 8 - A Transformação do Medo

Quando o Medo entrou na água, esta ficou trêmula, expressando todos os seus medos imaginários, em relação a situações que nunca chegaram a acontecer, na realidade, além de algumas memórias de medo, que ele nem sabia que existiam. Imediatamente, o Amor veio em seu socorro, abraçando-o com carinho e dizendo-lhe para que deixasse sair todo o medo guardado em seu coração. De diferentes partes do seu corpo, saia o caldo escuro dos medos acumulados desde o tempo em que estava no ventre de sua mãe. Saíam até mesmo os medos que ele havia absorvido dela, durante a gravidez. O Amor explicou que os bebês no útero materno podem ouvir ruídos externos, vozes, ver claridade e sentir os sentimentos relativos ao momento. As crianças assistiam admiradas, pois nunca haviam pensado que um bebê pudesse ouvir o que estivesse sendo falado fora da barriga materna e o Amor explicou: _Na verdade, não é bem assim! Os bebês percebem as sensações do que está sendo falado. Conseguem sentir se estão sendo bem-vindos, se os pais estão preocupados, se papai está presente... Percebem as emoções das pessoas no contexto familiar, que ficarão registradas em suas mentes e seus corações, até que possam ser esvaziadas, como acontece agora. O Amor também explicou ao menino que a energia do medo podia sair de diferentes partes do corpo de cada pessoa e que tudo isso tinha um significado. Desse modo, eles começaram a perceber que, o caldo escuro do medo revelava os tipos de medo que o menino sentia. O primeiro medo saiu dos tornozelos do menino, revelando que ele sentia falta de apoio e que ele precisava de muitas explicações sobre as coisas que não compreendia. Da sua barriga saíram os seus medos de infância e das costas, para sua surpresa saíram medos que ele nem sabia que existiam, mas que interferiam no seu comportamento. O menino também deixou sair dos olhos o medo de ver as coisas do modo que elas são, contanto para o Amor que tinha muito medo de ver “coisas” no escuro e que até cobria a cabeça com o lençol, imaginando que assim estaria mais protegido. O Amor explicou ao menino que aquilo que existe no escuro, também existe no claro e que a maioria dos medos das crianças são medos imaginários, que são liberados quando a criança tem a oportunidade de perguntar e ter as explicações necessárias sobre as experiências que vive.

Depois de esvaziar todos os seus medos, o menino se preparou para receber seu novo nome, de modo que este representasse a sua nova qualidade de ser corajoso. O Amor sugeriu que ele se chamasse Leonardo, nome de origem alemã, que lembra a força e a coragem do leão, que é considerado o rei da floresta e o menino ficou muito feliz com seu novo nome.

Atenção: A próxima viagem do AVIÃO DO AMOR será no dia 12/06/25, quando outra criança viverá uma nova transformação, acompanhada pelo AMOR.  Quem será?  (Sugestão de cor para este capítulo: Marrom

Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de Maio de 2024.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

CASOS CLÍNICOS TRANSPESSOAIS - O MENINO DO CASTIGO I

 


    O Paciente J, é cardiopata e apresenta traços obsessivos de acumulação e déficit de atenção cognitiva. Quando demos início à sua captação, através da sensitiva A, a primeira imagem que apareceu na mente dela foi um menino de cerca de cinco anos, sentado, de castigo, com um profundo sentimento de solidão e incompreensão. Em seu contexto familiar, de infância, J sentia-se preterido em favor de seu irmão mais velho, considerado mais bonito e o favorito para atender ao desejo da genitora de ambos, no sentido de ter um padre na família, desejo que J, inconscientemente, ainda hoje busca atender, estudando Teologia Católica.

    Em meio às suas angústias silenciosas, J sentia-se como se estivesse diante de um profundo abismo, sendo atazanado por uma Presença Intrusa, que do seu lado direito (o racional) o induzia a se atirar no vazio existencial, numa clara representação de indução ao suicídio. Porém, olhando para o seu lado esquerdo (emocional), J via a Cruz em que tanto acreditava e a quem pedia proteção. Frequentemente, o menino  era deixado de castigo, por seus comportamentos considerados indevidos, em competição com seu irmão, na busca de atenção e carinho.

    Aprofundando as percepções da sensitiva A, encontramos uma memória anterior em que J havia sido um psiquiatra que seguia à risca os métodos de tratamento prescritos em séculos passados, para aplicação de choques elétricos nos pacientes em surto psicótico. Desse modo, ser um menino sensitivo na atual existência o levou a experenciar o que sentem os pacientes altamente sensitivos, diante de um enquadre clínico que ainda ignora os possíveis fenômenos vivenciados em estados ampliados de consciência. Cientificamente, ainda se acredita que o que se apresenta como resultado de estudos acadêmicos deva prevalecer sobre o trabalho empírico de estudos de casos clínicos, realizados por muitos pesquisadores dedicados à compreensão desses fenômenos, apresentados por mais de 90% da população, neste momento em que cada vez mais e mais pessoas despertam para a espiritualidade. No presente, J ainda mantém sua busca cognitiva, através de frequentes congressos e participação em grupo de estudos científicos.

    Dando continuidade à Reprogramação, induzimos que o adulto J acolhesse o seu sensível menino, para dele cuidar, no presente, com amor, atenção, compreensão e para as necessárias explicações sobre o dom que ele trouxe para esta existência e também para o alívio da sua imensa dor emocional.

    Na mesma captação , ainda identificamos a presença de sua genitora que, já tendo feito a passagem para o plano espiritual e sentindo-se arrependida, mas ainda com a sua visão concreta de mundo e desconhecendo as Leis Espirituais que regem a vida, desejava que ele fizesse a passagem para lhe dispensar seus cuidados amorosos. Pedimos o seu encaminhamento para o plano adequado, onde ela será cuidada e orientada.

    Ainda em acompanhamento do processo, esperamos que a liberação das intensas emoções contidas ao longo do tempo,  possa agora permitir que, com a liberação do chacra cardíaco, ocorra a abertura do chacra frontal (hipófise – nível intuitivo) e do chacra coronário (pineal – espiritual), condições necessárias para a manifestação dos fenômenos de expansão de consciência, que poderão trazer autorrealização a J e permitir o cumprimento de sua missão existencial.

    O relato dessas sofridas vivências com conteúdo transpessoal, nos orientam sobre a importância do Amor, Compaixão, Perdão e Respeito, para sairmos do julgamento simplista de que a pessoa simplesmente deveria mudar seu comportamento, por conta de aconselhamentos ou críticas externas. Para todos nós, alunos da Escola da Vida, estes casos clínicos revelam profundas e preciosas aprendizagens evolutivas, que podemos passar a aplicar em nosso dia a dia...

                                       Sueli Meirelles, em Nova Friburgo 16 de maio de 2024.

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[1] Inimigos espirituais do pretérito evolutivo, que se aproximam da Personalidade Atual da pessoas, com desejos de vingança pelo mal sofrido.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O SONHO DA ESTRELA E DO SER VIOLETA - Texto Complementar XVI

Então o Ser que era uma Estrela uniu-se ao Ser de manto violeta e juntos começaram a recordar o sonho. Como num filme, a multidão ia vendo e ouvindo tudo porque, naquele local, as idéias eram coisas de que são sombras as coisas que se vêem na Terra.
Eles recordaram o sonho, sim: o sonho duma nova idade de ouro na Terra. A multidão ia vendo uma Terra com seres vitoriosamente livres, com seres pensando, sentido e agindo sem estarem presos às aparências, às formas, aos sentidos ou ao turbilhão sempre mutável dos fenômenos e das situações. A multidão ia vendo uma Terra cheia de seres que se amavam, que verdadeiramente se amava. A multidão ia vendo uma Terra cheia de seres que sabiam – que verdadeiramente sabiam – porque existiam, para que existiam e como existir. Via uma Terra cheia de homens em harmonia e união entre dois, entre vários, entre muitos, entre todos. Via uma Terra com governos que cumpriam o destino da vontade de Deus e todas as nações da Terra agrupadas. Via uma Terra cheia de paz, porque o homem compreendia a mulher e a mulher o homem; os pais compreendiam os filhos e os filhos os pais; o empregado amava o patrão e o patrão o empregado. Nenhum colega, nenhum vizinho, nenhuma cidade, nenhum país queria passar à frente do outro.
Os seres sonhavam e a multidão ia vendo uma Terra sem males e sem doenças porque os homens já não estragavam tudo, as suas vidas estavam em ordem e as leis de Deus e da Natureza eram obedecidas; uma terra sem crueldades onde já ninguém dizia “o problema é teu” ou “cada um por si” ou “quero lá saber”; onde já ninguém decepcionava o sorriso inocente das crianças; onde ninguém traía o amor puro do próximo; onde ninguém zombava das fraquezas alheias; onde ninguém julgava pelas aparências; onde os que viam mais longe eram acarinhados e justamente valorados.
       Os dois Seres (o que era uma Estrela e o do manto violeta) iam sonhando e a multidão ia vendo. Via uma Terra cheia de consolação, de simpatia e de humildade porque todos sabiam que todos eram divinos. Via uma Terra cheia de perdão e de misericórdia. Via uma Terra cheia das mais belas obras, de artistas inconcebíveis (que não existem ainda na Terra, mas apenas no Céu). Via uma Terra cheia de verdade, de pureza e de devoção ao que é bom e justo.
Os dois Seres sonhavam e via-se uma Terra sem fome nem sede (de bebida, de comida ou de justiça) porque todos eram bons e altruístas e sabiam que eram irmãos, deuses e filhos do Altíssimo. Via os homens serem justos entre si, para com os irmãos animais, plantas e para com tudo quanto existe. Não havia falsas justiças nem hipocrisias nem fingimentos: todos tinham percebido que quem faz mal, fá-lo mais a si do que a qualquer outro.
Via-se uma Terra onde os homens, os anjos e os elementais dançavam de mãos dadas. Onde havia gratidão e amor espontâneos para todos. Onde havia magos do bem, da luz (e só do bem e da luz). Onde havia a inocência das crianças e a prudência dos adultos.
Os seres sonhavam ainda com uma Terra sem dor e sem luto.  Com uma Terra sem morte porque todos os homens sabiam que a vida não tem fim.
A multidão via uma Terra com seres cheios de luz de todas as cores puras e claras, uma Terra cheia de Luz que se via lá longe, lá longe nos outros planetas.
Os Seres (o que era uma Estrela e o Ser violeta) sonhavam e a multidão via tanta coisa mais, tanta coisa mais e, além disso, tudo o resto e, além disso, tudo...
Então, ouviu-se o som contínuo dum órgão tocando um acorde que era o acorde da Terra. Todos se sentiram vibrar e a Terra soava, emitia, clamava para o Cosmos.

 (Mestre Francisco de Assis – As Novas Escrituras -Volume I - O Livro do Amanhã - Capítulo III - Centro Lusitano de Unificação Cultural)

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[1] Texto extraído do livro As Novas Escrituras.