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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

CADERNO DE MENSAGENS - A Construção do Coração da Terra - 06/02/03

 


Gloriosos sois vós, quando vos colocais à disposição, para este serviço. Senti toda a vibração que emana de vossos corações, sintonizados com os nossos corações. Imaginai, por este pequeno modelo, quão sublime será a Terra, quando pulsar como um só coração. Sedes diligentes em vossas tarefas, e cumpri as vossas partes no Plano Divino.

Trabalhai no sentido de fazerdes crescerem as chamas dos vossos corações, e expandi o vosso amor neste planeta, tão carente de afeto. Atentai para o fato de que aqueles que aqui nascem, têm a árdua tarefa de buscarem a própria evolução emocional. Fazei com que a chama de vossos corações contagie com o vosso amor, outros corações, assim, construindo o Coração da Terra, para que ele comece a pulsar em uníssono.

Amados filhos e filhas! Mantende em vossas mentes, a lembrança de que 

eu estarei sustentando os vossos Planos Divinos, com todo o meu coração, até que sejais vitoriosos.

 

 

               EU SOU em Vós,

               E Vós sois em Mim.

           EU SOU MARIA.

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[1] Canalizado através de Sueli Meirelles

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O SONHO DA ESTRELA E DO SER VIOLETA - Texto Complementar XVI

Então o Ser que era uma Estrela uniu-se ao Ser de manto violeta e juntos começaram a recordar o sonho. Como num filme, a multidão ia vendo e ouvindo tudo porque, naquele local, as idéias eram coisas de que são sombras as coisas que se vêem na Terra.
Eles recordaram o sonho, sim: o sonho duma nova idade de ouro na Terra. A multidão ia vendo uma Terra com seres vitoriosamente livres, com seres pensando, sentido e agindo sem estarem presos às aparências, às formas, aos sentidos ou ao turbilhão sempre mutável dos fenômenos e das situações. A multidão ia vendo uma Terra cheia de seres que se amavam, que verdadeiramente se amava. A multidão ia vendo uma Terra cheia de seres que sabiam – que verdadeiramente sabiam – porque existiam, para que existiam e como existir. Via uma Terra cheia de homens em harmonia e união entre dois, entre vários, entre muitos, entre todos. Via uma Terra com governos que cumpriam o destino da vontade de Deus e todas as nações da Terra agrupadas. Via uma Terra cheia de paz, porque o homem compreendia a mulher e a mulher o homem; os pais compreendiam os filhos e os filhos os pais; o empregado amava o patrão e o patrão o empregado. Nenhum colega, nenhum vizinho, nenhuma cidade, nenhum país queria passar à frente do outro.
Os seres sonhavam e a multidão ia vendo uma Terra sem males e sem doenças porque os homens já não estragavam tudo, as suas vidas estavam em ordem e as leis de Deus e da Natureza eram obedecidas; uma terra sem crueldades onde já ninguém dizia “o problema é teu” ou “cada um por si” ou “quero lá saber”; onde já ninguém decepcionava o sorriso inocente das crianças; onde ninguém traía o amor puro do próximo; onde ninguém zombava das fraquezas alheias; onde ninguém julgava pelas aparências; onde os que viam mais longe eram acarinhados e justamente valorados.
       Os dois Seres (o que era uma Estrela e o do manto violeta) iam sonhando e a multidão ia vendo. Via uma Terra cheia de consolação, de simpatia e de humildade porque todos sabiam que todos eram divinos. Via uma Terra cheia de perdão e de misericórdia. Via uma Terra cheia das mais belas obras, de artistas inconcebíveis (que não existem ainda na Terra, mas apenas no Céu). Via uma Terra cheia de verdade, de pureza e de devoção ao que é bom e justo.
Os dois Seres sonhavam e via-se uma Terra sem fome nem sede (de bebida, de comida ou de justiça) porque todos eram bons e altruístas e sabiam que eram irmãos, deuses e filhos do Altíssimo. Via os homens serem justos entre si, para com os irmãos animais, plantas e para com tudo quanto existe. Não havia falsas justiças nem hipocrisias nem fingimentos: todos tinham percebido que quem faz mal, fá-lo mais a si do que a qualquer outro.
Via-se uma Terra onde os homens, os anjos e os elementais dançavam de mãos dadas. Onde havia gratidão e amor espontâneos para todos. Onde havia magos do bem, da luz (e só do bem e da luz). Onde havia a inocência das crianças e a prudência dos adultos.
Os seres sonhavam ainda com uma Terra sem dor e sem luto.  Com uma Terra sem morte porque todos os homens sabiam que a vida não tem fim.
A multidão via uma Terra com seres cheios de luz de todas as cores puras e claras, uma Terra cheia de Luz que se via lá longe, lá longe nos outros planetas.
Os Seres (o que era uma Estrela e o Ser violeta) sonhavam e a multidão via tanta coisa mais, tanta coisa mais e, além disso, tudo o resto e, além disso, tudo...
Então, ouviu-se o som contínuo dum órgão tocando um acorde que era o acorde da Terra. Todos se sentiram vibrar e a Terra soava, emitia, clamava para o Cosmos.

 (Mestre Francisco de Assis – As Novas Escrituras -Volume I - O Livro do Amanhã - Capítulo III - Centro Lusitano de Unificação Cultural)

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[1] Texto extraído do livro As Novas Escrituras.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

TRANSRELIGIOSIDADE


“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco;
também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz,
 e haverá um rebanho e um pastor.”
(João, 10/16)


            Transreligiosidade pode ser definida como o sentimento religioso que acolhe as verdades essenciais de todas as Religiões, mas que não se refere a nenhuma, especificamente, estabelecendo o diálogo inter-religioso, em busca do elemento comum existente em todas as Tradições.
            O termo latino religare, do qual se originou a palavra religião, tem o sentido de ligar novamente, e o prefixo trans, quer dizer além de, ou seja, aquilo que transcende e ultrapassa os conceitos convencionais de qualquer conhecimento. Assim, a transreligiosidade propõe a transcendência dos dogmas de cada visão religiosa, para alcançar o espaço neutro de não julgamento, preconceito ou separatividade, onde se torne possível buscar os pontos de encontro e as semelhanças entre as diferentes religiões.
            Na Antiguidade, havia cinco grandes ramos religiosos: Judaísmo, Taoísmo, Budismo, Confucionismo e Cristianismo. Nos seus primórdios, o Cristianismo era uma religião professada por uma pequena parte do povo judeu, dominado pelos romanos, que seguia os ensinamentos do Mestre Jesus. Por serem perseguidos, eles se reuniam às escondidas, até que cidadãos romanos também começaram a aderir à nova crença, decorrendo desta adesão, o sincretismo entre o paganismo romano e o cristianismo primitivo, originando a Religião Católica Apostólica Romana, hoje dividida em alguns segmentos.
            Por volta do século XVII, Martinho Lutero, na Alemanha e Calvino, na França, iniciaram um movimento de protesto em relação aos rumos da Igreja que, por influência de fatores históricos e políticos, resultaram numa dissidência do Catolicismo, que deu origem ao Protestantismo. Este, por sua vez, no decorrer do tempo, subdividiu-se em dezenas de novos segmentos espalhados pelo mundo ocidental, como Tradições Evangélicas.
            No século XIX, na França, um filósofo chamado Leon Hypollite Denizard Rivail, realizou profundos estudos sobre fenômenos de ampliação de consciência, dando origem à Doutrina Espírita, por ele publicada com  o pseudônimo de Allan Kardec, sob a égide do iluminismo e do racionalismo científicos, esta Doutrina, longe de negar os princípios propostos por Jesus, veio trazer novos esclarecimentos aos fenômenos espirituais, que sempre ocorreram no decorrer da trajetória evolutiva da humanidade, confirmando as suas verdades perenes, através da publicação de centenas de livros de vários autores.
            Na década de trinta, em Niterói, no Rio de Janeiro, houve uma dissidência do Kardecismo, que originou o Movimento Umbandista, com a proposta de evangelizar as religiões africanas, que haviam-se afastado de suas práticas tradicionais de culto às forças da natureza, para envolverem-se com magia, em desrespeito ao Livre Arbítrio do Ser Humano.
            Considerando que no Ocidente, há um predomínio do Cristianismo sobre as outras quatro grandes religiões (Judaísmo, Budismo, Confucionismo e Taoísmo, se não considerarmos a variedade de outras pequenas seitas, mais recentemente introduzidas no país), nós podemos afirmar que a maior parte das religiões professadas no Brasil, se reúne em torno da mensagem de unidade e síntese deixada pelo Mestre Jesus, há dois mil anos atrás.
            Pelo estudo comparado das religiões percebe-se que os pioneiros de todas estas propostas religiosas, não tinham o objetivo de criar novas religiões, mas, principalmente trazer esclarecimentos ao que já era conhecido e corrigir possíveis desvios da trajetória evolutiva da humanidade, em cada um desses momentos históricos.
            Os modernos estudos da Psicologia Transpessoal têm revelado um significativo aumento na quantidade de fenômenos de clarividência, clariaudiência e psicografia, entre outros, em pessoas de diferentes confissões religiosas, todos com padrões psíquicos muito semelhantes entre si. Neste sentido, a ciência, ao direcionar a sua atenção para os fenômenos de transcendência religiosa, poderá trazer uma grande contribuição para o entendimento de que um mesmo fenômeno pode estar sendo designado de diferentes maneiras, por diferentes religiões. Por sua característica de neutralidade, a ciência pode oferecer o espaço de encontro, onde as divergências lingüísticas poderão ser compreendidas e ultrapassadas, reduzindo a grande Babel que dificulta o diálogo inter-religioso.
            Para que todas as ovelhas, dos diversos apriscos, se reúnam ao redor do Único Pastor, torna-se necessário que todos os fiéis, de todas as religiões, se coloquem realmente em condição de humildade e ausência de preconceitos religiosos; que ao invés de tentar atrair o outro para a sua própria visão religiosa, possa respeitar e conviver com as diferenças; aceitar que o outro se encontre num diferente estado de consciência, compreendendo que isto determina uma visão de mundo diferente da sua. Para que a unidade religiosa possa se estabelecer, torna-se necessário também o entendimento de que esta unificação não se fará em torno de qualquer uma das religiões já existentes, mas em torno da síntese gerada pelo diálogo e pela compreensão mútua de que ninguém é detentor da verdade absoluta, mas que, como seres humanos, temos verdades relativas ao estado de consciência em que vibramos, como diferentes idiomas produzidos pela cultura humana.
            Os líderes religiosos deste momento de Transição Planetária têm a difícil tarefa e a grande responsabilidade de iniciar o diálogo inter-religioso, orientando os seus seguidores para a verdadeira fraternidade e amor incondicional, necessários para que esta síntese aconteça, já que o oposto seria o retorno ao sectarismo que gerou tantas guerras religiosas através da história da humanidade.

(*) Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória e Reprogramação Mental Membro do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas e da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal.
Whtasapp 55 22 99955-7166
Email: suelimeirelles@gmail.com
Site: www.institutoviraser.com


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[1] Texto de autoria de Sueli Meirelles.