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domingo, 20 de julho de 2014

CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO - Artigo

            De forma natural e espontânea, a maioria das pessoas busca respostas para suas indagações sobre o surgimento da vida no planeta, sobre a Presença de Deus, tendo como contrapartida as últimas descobertas científicas, muitas vezes gerando ainda mais dúvidas. Como vivemos num plano de dualidade, logo surge a tendência para a oposição de conceitos e não, para a sua integração. Nesse contexto, as pesquisas da Psicologia Transpessoal podem muito contribuir, a partir da observação dos fenômenos psicoespirituais, facilitando a dissolução dos conflitos conceituais criados pela dualidade da mente humana. Em relação a esse tema, a Academia de Ciência dos Estados Unidos assim se pronuncia, muito mais tomando partido, do que esclarecendo o assunto:
“Hoje, muitas denominações religiosas aceitam que a evolução biológica tem produzido a diversidade dos seres vivos ao longo de bilhões de anos da história da Terra. Muitas emitiram declarações observando que a evolução e os princípios de sua fé são compatíveis. Os cientistas e teólogos têm escrito sobre a eloquência, espanto e admiração na história do universo e da vida neste planeta, explicando que eles não veem nenhum conflito entre sua fé em Deus e na evidência da evolução. As confissões religiosas que não aceitam a ocorrência de evolução tendem a ser aqueles que acreditam na estrita interpretação literal dos textos religiosos.”

            Em meio a tantas polemicas geradas pela separatividade do pensamento humano, reportamo-nos às pesquisas de fenômenos psicoespirituais realizadas nos últimos 27 anos, associadas ao estudo comparado de diferentes Tradições Religiosas, história, lingüística e psicologia transpessoal, num movimento de síntese resultante da ATH-Abordagem Transdisciplinar Holística em Psicoterapia. Eis o que temos encontrado, no inconsciente profundo de mais de 2.600 pacientes, com relação à história da humanidade:
            Uma partícula do Divino ou Mônada desprende-se do Todo que é Deus e vibra no Reino Elemental, na forma de alma-grupo, constituindo as forças da natureza (terra, ar, fogo, água), como simples energia. Ao se condensar, adquire a forma de matéria e evolui no Reino Mineral, do carbono bruto às pedras preciosas. Ao acrescentar sensibilidade, entra no Reino Vegetal, e evolui das ervas daninhas às orquídeas. Posteriormente, entra no Reino Animal e desenvolve instinto, sentimento e pensamento rudimentar, evoluindo das feras aos animais domésticos. Terminada essa etapa evolutiva, a alma-grupo se individualiza e entra no Reino Humano, desenvolvendo aparelho fonador, neocórtex (parte do cérebro responsável pelo pensamento criativo), evoluindo do homem primitivo aos Mestres, subordinando suas Personalidades (desejo material, sexual, desejo de poder e apego afetivo) parte nominada e existente apenas entre o nascimento e a morte, ao comando da Individualidade inominada e eterna, composta pelos níveis psíquico, intuitivo e essência espiritual. Saindo do ciclo reencarnatório, os Mestres evoluem para o Reino Angélico, retornando à Casa do Pai.
A descida do Divino para o plano material constitui o processo de involução; a subida do plano material para o divino constitui o processo de evolução. Dessa forma a Criação Divina comanda o processo evolutivo, através dos milênios, em todo o Universo, através de um longo processo de aperfeiçoamento e sobreposição de camadas de complexidade, em diferentes expressões e formas de vida. Em nosso próprio corpo, temos a representação de todos esses níveis evolutivos: Temos a energia dos elementais, os minerais, o sistema vegetativo (sistema nervoso), o instinto do reino animal e o livre arbítrio que adquirimos, ao entrarmos no reino humano, como seres pensantes e co-criadores com Deus. Assim, compreendemos a beleza do Plano Divino, que inclui todo o conhecimento científico, à medida que a humanidade evolui e se torna capaz de compreende-lo, em toda o seu esplendor e perfeição.
           
(*) Especialista em Psicologia Clínica e Pesquisadora de Fenômenos Psicoespirituais. Membro do Cit-Colégio Internacional de Terapeutas e Didata do Método Meirelles de Reprogramação mental, em parceria com a ALUBRAT-Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal.

Whatsapp: 55 22 99955-7166


segunda-feira, 23 de junho de 2014

RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO - Artigo

            Dentre os pontos obscuros no diálogo inter-religioso este é um tema que merece toda a atenção das pesquisas de ponta, por parte da Psicologia Transpessoal. Para que possamos compreender estes dois lindos fenômenos, precisamos, primeiramente, compreender a estrutura da psique humana, para que, depois, possamos aprofundar o significado dos dois termos.
            A psique humana divide-se em duas partes, orientadas pelo movimento descendente do espírito para a matéria, em sua caminhada, rumo ao aperfeiçoamento do Ser: A Individualidade, essência eterna e a Personalidade perecível, existente apenas no intervalo entre nascimento e morte.
A Individualidade por sua vez, é formada por três partes:
7. Nível Espiritual: O Espírito Eterno, criado a imagem e semelhança do Divino. Está relacionado à glândula pineal, estrutura responsável pelas percepções ampliadas dos estados superiores de consciência. Pessoas sensitivas, por exemplo, segundo as pesquisas do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, apresentam maior quantidade de cristais de apatita, nesta glândula, o que as transforma em trans-comunicadores inter-dimensionais, independentemente da Tradição Religiosa que sigam. Este é um fenômeno psico-espiritual característico do ser humano, através do qual ele se conecta com o Divino, podendo profetizar. É também o nível dos conflitos  sutis entre Orgulho e Humildade.
6. Nível Intuitivo: O nível intuitivo está relacionado a glândula hipófise e apresenta função dupla: Permite que a percepção humana se movimente no espaço-tempo, tanto podendo movimentar-se à frente (premonição, visões) como para traz (regressão à infância, ao nascimento, à vida intrauterina e aos registros transpessoais, de outras existências da Individualidade). É importante sinalizar que as percepções de futuro não representam prédestinações, mas apenas probabilidades de ocorrências de fenômenos, que podem ser transmutadas (transformadas de negativas em positivas, através do poder das orações). O nível intuitivo tanto transmite as orientações divinas, como funciona como canal de auto-expressão da criatividade humana. Por esse motivo, muitas pessoas ficam em dúvida se estão trans- comunicando ou imaginando. Em suas pesquisas, o Dr. Júlio Peres identificou que, durante o transe regressivo, por exemplo, a parte cerebral ativada é o velho córtex (memória) e não, o neocórtex, responsável pela imaginação e pensamento criativo. Estes dois primeiros níveis (espiritual e intuitivo) relacionados às glândulas pineal e hipófise, compõem sentidos de percepção extrafísica do ser humano, funcionando de modo complementar aos cinco sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar) voltados para a percepção do mundo concreto. Desse modo, podemos dizer que o ser humano possui sete sentidos e não apenas os cinco sentidos habitualmente conhecidos. É o nível dos conflitos sutis entre Vaidade e Simplicidade, onde o ser humano corre o risco de se empolgar com suas percepções extra-sensoriais e tentar manipular os seus semelhantes, com sérios prejuízos para o seu processo de aperfeiçoamento espiritual.
5. Nível Psíquico: É o nível da compreensão racional; da lógica; da capacidade avaliativa do ser humano, na relação com o mundo concreto; o mundo tridimensional em que vivemos, baseando-se no que pode ser percebido através dos cinco sentidos habituais. É o nível dos conflitos entre certo e errado, que conduzem ao julgamento do próximo e da retirada de afeto, quando o outro não corresponde às expectativas.
            A Personalidade humana, por sua vez, é a parte perecível e existente apenas no intervalo entre nascimento e morte. É o nível dos desejos do Ego, onde a maioria da humanidade vivencia conflitos. Divide-se em quatro partes:
4. Desejo Afetivo: É o nível do desejo de ter perto aqueles que se diz amar; é o nível dos desejos de posse e também da expressão do amor ao próximo. Neste estado de consciência, muitas pessoas creditam que somente serão felizes se estiverem junto do ser amado, depositando sobre este ou esta, suas expectativas de felicidade, sem perceberem que felicidade é um estado interno, relacionado ao fato de que o ser esteja realizando, em sua existência, aquilo que veio.  Realizar Este é o nível de expressão da missão existencial, em que o ser ama o que faz e se integra ao contexto em que vive, servindo ao próximo. Neste nível ocorre o movimento qualitativo do amor de Pornéia (amor sensualizado), para Eros (amor romântico), para Filia (amor fraterno), até alcançar Ágape (amor divino). É também o nível dos conflitos entre apego e desapego.
3. Desejo de Poder: É o nível do desejo de dominar ou, em contrapartida, ser direcionado pelo outro. Algumas pessoas acreditam que somente ficarão bem se estiverem hierarquicamente acima dos seus semelhantes; outras esperam que terceiros decidam o que devem fazer. As primeiras tendem a sair na frente, escolhendo o que fazer, segundo seus próprios critérios. Algumas vezes desconsideram as opiniões alheias. São proativas. As segundas são reativas e temem assumir a responsabilidade por suas escolhas. Este é o nível dos conflitos entre mandar e obedecer.
2. Desejo Sexual: É o nível do desejo de se aproximar do que é prazeroso e se distanciar do que desagrada. Neste nível, a Individualidade em evolução pode perder em relação às suas metas de aperfeiçoamento, acreditando que será feliz se não tiver obrigações ou compromissos. Geralmente apresenta dificuldades para assumir responsabilidades e lida mal com o trabalho, podendo conduzir ao desvio das metas existências e evolutivas. É o nível do conflito entre prazer e desprazer.
1. Desejo Material: É o nível do desejo de acumular bens materiais, esquecendo-se transitoriedade da existência terrena. Algumas pessoas, neste estado de consciência, passam a vida tendo como meta o enriquecimento (lícito ou ilícito), acreditando que somente serão felizes, tornando-se ricas. Outras apresentam padrão de escassez, acreditando que nasceram para sofrer privações e que somente assim, alcançarão o reino dos céus. É o nível dos conflitos entre ter e não ter.

            A meta existencial é colocar os desejos da Personalidade perecível sob o comando da Individualidade eterna, desse modo construindo o Templo Pessoal e alcançando o estado de consciência de Mestria, ao tornar-se Mestre de si mesmo, à imagem e semelhança do Cristo.
            De posse dessas informações, podemos então compreender o sentido mais profundo dos fenômenos de Ressurreição e Reencarnação: Ressurreição é o fenômeno através do qual uma Individualidade altamente evoluída potencializa os átomos do seu corpo físico, revertendo-os em energia, desaparecendo do plano físico e ressurgindo no plano extra-físico, com a totalidade do seu SER. Foi o processo vivenciado pelo Mestre Jesus e que, quando alcançarmos a mestria, também poderemos vivenciar.
Reencarnação é o fenômeno através do qual uma Individualidade, durante o processo evolutivo, retorna à existência no plano material da vida, para o desenvolvimento de uma nova Personalidade, até alcançar o estado de consciência de mestria.
Desse modo poderemos por fim aos conflitos dogmáticos entre as diferentes Tradições Religiosas. Aquelas que focalizam a Personalidade nominada e perecível afirmam que não existiremos novamente e isto é verdadeiro. Nossa Individualidade guardará, no Corpo Causal do nível psíquico, todas as memórias das Personalidades ou existências anteriores, vivenciadas ao longo do processo evolutivo, as quais não mais existirão. Aquelas que focalizam a Individualidade inominada e eterna, afirmam que voltaremos sempre a existir e isto também é verdadeiro, porque a mesma Individualidade estará cursando, através de uma nova Personalidade, mais uma série de aperfeiçoamento na Escola da Vida.
Que possamos deixar ao livre arbítrio e ao estado de consciência de cada ser a escolha de suas próprias crenças e verdades existenciais, respeitando a percepção de realidade que melhor convém a cada um...

Texto de autoria de Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica e Pesquisadora de Fenômenos Psicoespirituais.


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