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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

CASOS CLÍNICOS TRANSPESSOAIS - MEMÓRIAS PATERNAS

 



               O pré-adolescente G apresenta dores abdominais frequentes, ansiedade,  insônia e bloqueio da expressão emocional. Fez acompanhamento psicopedagógico para adaptação à nova escola, alcançando bons resultados de aprovação, mas ainda necessitava de uma pesquisa mais profunda, em suas memórias transpessoais.

               Trabalhando com a avó do menor, confirmamos que G traz as memórias transpessoais de seu bisavô materno, o que já havia sido informado à família,  em evento espontâneo de trans-comunicação, através da sensitiva A, em uma antiga reunião de harmonização, realizada em meu consultório. Na ocasião, o bisavô materno, para surpresa dos familiares presentes na sessão, informou que estaria de volta como filho de V, que iria sentar-se no seu colo e que a família teria uma surpresa numa terça feira. De fato, a mãe de G fazia as ultrasonografias às terças-feiras, dia da semana em que se confirmou que o bebê seria um menino.

               G passou pela separação litigiosa de seus pais, com muitos ressentimentos, lamentando-se pelo fato de que eles, naquele momento,  não tenham pensado no filho, nem lhe explicado os motivos da separação repentina, 15 dias antes do Natal.

               Realizando uma captação psíquica de G, através de sua avó paterna, encontramos padrões semelhantes entre a existência anterior e a atual. Na memória transpessoal do bisavô paterno este, quando menino, morava numa casa de cômodos, num bairro antigo do Rio de Janeiro, com a irmã bem mais velha do que ele e a mãe idosa e do lar, que separou-se do marido quando o filho ainda era recém-nascido e não  permitiu que o pai o visse, quando voltou, um ano depois e eles nunca mais se viram. Esta condição era motivo de preocupação para o menino, que perdia noites de sono imaginando como seria a sua vida, se a irmã costureira, que sustentava a pequena família, viesse a falecer, o que na realidade não aconteceu, evidenciando-se os mesmos padrões emocionais que emergem para serem curados.

               Na existência atual, após a separação dos pais, G passou a morar com a mãe e a avó materna, revivendo o mesmo estado de ansiedade diante da possibilidade de falecimento da avó provedora, dada a condição do desemprego materno. Também sente falta da presença mais efetiva do pai, como apoio, lei e limite nas relações com o mundo externo, aspecto que também vem sendo trabalhado nos acompanhamentos terapêuticos do genitor.

               Durante a captação, conseguimos esvaziar muita dor e sofrimento retidos nas memórias transpessoais de G, levando sua Individualidade a compreender que o que aconteceu antes não precisa repetir-se na atual existência.

               Atualmente entrando na pré-adolescência, G se prepara para o ingresso na vida militar, desejo não realizado na existência anterior, por ter sido avaliado como arrimo de família, por ser o único homem, assumindo o sustento da mãe e da irmã, ainda jovem, até o final de suas existências.

               G ainda se encontra em acompanhamento terapêutico, até que tenha alcançado o estado de homeostase necessário para que ele retome a espontaneidade natural de sua juventude e possa realizar, no tempo adequado, o seu sonho profissional, interrompido na existência anterior, tendo seu pai como a  mão amiga, protetora e orientadora do seu caminho evolutivo.

                                        Dra. Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 28 de janeiro de 2024.

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

CASO CLÍNICO TRANSPESSOAL - CARTA DE DESPEDIDA AOS FAMILIARES

 

          O paciente D já fazia psicoterapia havia algum tempo, quando me informou que faria uma cirurgia para substituição de válvula mitral, motivo pelo qual sugeri que fizesse a técnica de Pré-Indução Hipnótica para Cirurgia, objetivando trabalhar reações adversas à anestesia geral e possíveis medos imaginários.

Na consulta agendada para este fim, após a indução ao estado de transe hipnótico, D trouxe a seguinte fala: _“Estou sorridente. Sinto saudades por deixá-los; pela separação, mas o coração já não funcionava bem, por causa da idade. Tenho compaixão e serenidade. Compreendo que é necessário deixá-los. Agradeço pelo tempo em que convivi e me despeço, com paz e tranqüilidade. Era necessário. Estou tranqüilo. Tenho fé e estou entregue a Deus. Entregue ao resultado. Nas mãos de Deus. Estou tranqüilo. Tudo correu bem. Tenho fé e sigo. Estou com vocês. Amor e Paz.”

            O pleno estado de tranquilidade evidenciado pelo paciente, durante o transe, não indicava nenhuma necessidade de esvaziamento emocional ou de estado  emocional conflituoso. Do ponto de vista terapêutico, não havia o que ser trabalhado, motivo pelo qual induzi o retorno do paciente ao estado de vigília, para a elaboração de tão significativa fala, mas o paciente não se recordava dos detalhes do ocorrido, lembrando-se, apenas, da imensa sensação de paz e serenidade que o envolvia. Havia sido um fenômenos puramente inconsciente. Ancorando este estado de consciência de paz e serenidade, encerramos a sessão daquela quarta-feira.  Duas semanas depois, numa terça-feira, o filho de D me ligou de Brasília, dizendo-me que D havia feito a passagem para o Plano Espiritual e que não deveria ter sido operado, diante do que me lembrei-me do que havia ocorrido na consulta anterior e que agora fazia sentido, como carta de despedida e consolo para os familiares. Buscando a ficha de registro do paciente,  e  para o filho a linda mensagem de despedida, com a qual ambos nos emocionamos profundamente, com muita gratidão por vivenciarmos uma experiência espiritual tão sublime, em que uma pessoa bastante evoluída tem a oportunidade de consolar seus entes queridos, que ainda cursam a escola da vida. Mesmo decorridos alguns anos de convívio com experiências transpessoais tão fortes, ainda me surpreendo com a perfeição das Leis Divinas que regem a vida e das múltiplas oportunidades de aprendizagem sobre o sentido de nossas existências terrenas e dos limites de nossos recursos científicos diante dos Desígnios Superiores.

                                   Com muita Gratidão,

                                   Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 18 de março de 2015.

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CASOS CLÍNICOS TRANSPESSOAIS - Apresentação

 

          Um dos grandes desafios na área de Psicologia é a gama das possibilidades de ampliação da consciência e seus muitos fenômenos, como demostrado por Weil ( 1975), em pesquisa realizada em 1975, na UF/BH, com base na qual fundamentamos o nosso artigo sobre o novo modelo da estrutura psíquica[1].   

Desde o surgimento da Psicologia Humanista, autores como Maslow, Jung, Assagioli, Stanislav Groff, Jean-Yves Leloup dedicaram-se à teorização sobre os diferentes fenômenos espirituais. Estes estudos nos inspiraram à observação atenta das experiências vivenciadas pelos participantes e pacientes atendidos no Grupo do Carrossel de Luz (nosso grupo de pesquisa de fenômenos psicoespirituais), bem como os resultados obtidos através da técnica de captação psíquica e das próprias técnicas regressivas aplicadas nos atendimentos de consultório.

            Os fenômenos observados nos levaram a buscar explicações, dentro e fora do campo da psicologia, conduzindo-nos ao estudo das Tradições Sapientais da humanidade, em cujo contexto religioso, esses fenômenos são acolhidos como vivências reais de manifestação de fenômenos espirituais, em especial aquelas que aceitam a Reencarnação como Lei Biológica[i].

            Aprofundando mais a compreensão desses casos clínicos, percebemos a prevalência das leis evolutivas[2], em especial a Lei do Livre Arbítrio e a Lei de Causa e Efeito, que regem os desencontros e reencontros ao longo da trajetória evolutiva de cada Individualidade Eterna[3], em suas manifestações como Personalidades Terrenas. Tais experiências também nos ajudaram a desenvolver uma postura de não julgamento e de compaixão para com os pacientes que vivenciavam tais fenômenos, levando-nos a compreensão de que os julgamentos e críticas aos erros alheios não contribuem para a nossa própria evolução, prevalecendo as máximas do Cristo: “Não julgueis para não serdes julgados”; “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra.”

Diante dos sofridos relatos e da compreensão de suas consequências sobre existências posteriores, desenvolvemos compaixão e humildade para aprendermos as lições evolutivas contidas nesses casos clínicos, como preciosas contribuições para o nosso próprio aperfeiçoamento espiritual. Com este objetivo, decidimos publicar alguns dos casos que registramos, mantendo sigilo sobre  a identidade dos nossos queridos amigos evolutivos e focalizando apenas o relato dos conteúdos que resultam em preciosos ensinamentos para todos que têm interesse sobre o tema. Também lembramos a estes companheiros de jornada terrena, que nos confiaram seus mais íntimos segredos, que a vida é um grande experimento no qual todos nós, aprendemos o que fazer com nossos acertos e o que não fazer, com nossos erros e que a culpa e os comportamentos de autopunição não contribuem para a manifestação do Plano Divino que é perfeito e sempre objetiva oferecer-nos possibilidades de reforma íntima e transformação positiva. Assim sendo, que todo o sofrimento por eles vivenciado possa ser colocado na Chama do Perdão, dissolvido e transmutado nos atributos divinos que precisam desenvolver, até que tenham alcançado a condição Mestres de si mesmos. E que assim seja para todos nós...

                           Com muita Gratidão,

                                        Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 26 de setembro de 2023.

 

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[1] http://carrosseldeluz.blogspot.com/2016/12/o-novo-modelo-da-estrutura-psiquica.html

[2] http://carrosseldeluz.blogspot.com/2016/04/as-leis-evolutivas.html

[3] https://carrosseldeluz.blogspot.com/search?q=individualidade+e+personalidade

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

CASO CLÍNICO TRANSPESSOAL- ANGINA PECTORIS

 

            MM, 80 anos de idade, sexo masculino, seguidor da Tradição Umbandista, manifesta um Preto Velho, comprovadamente, através de entrevista de triagem, uma Entidade Personativa (Seres Espirituais que ainda irão retornar à existência terrena, dentro do seu Plano Evolutivo – Têm conhecimento do Plano Divino, e sabem o propósito evolutivo de seu trabalho de ajuda aos Seres do mundo tridimensinal). MM apresenta uma personalidade rígida, evidenciando sentimentos de culpa, pelos erros cometidos no passado, associados à carência afetiva.

            Em 11/11/04, MM chegou ao CARROSSEL DE LUZ I, no Alto da Boa Vista/RJ, queixando-se de dores no peito, causadas por Angina Pectoris. Durante a reunião, foi captada uma sub-personalidade de MM, através da sensitiva L., apresentando o corpo totalmente contraído, rígido, com fortes dores musculares por todo o corpo e, principalmente, no peito. A Personalidade captada refere-se ao fato de ter estudado muito, chegando a um estado de intenso desequilíbrio mental, por abrir corações para encontrar os sentimentos das pessoas.

            MM acredita  que deve ser punido pelos seus erros, tendo permanecido  neste Estado de Consciência de Inferno, segundo ele mesmo, por 1850 anos. Apresenta reações de obsessão mental por parte dos seres que operou, demorando algum tempo, até que conseguisse esvaziar os sofrimentos gerados pela culpa e pelo remorso. Durante o tempo em que esteve sendo captado pela sensitiva L., MM permaneceu sonolento, sentado na cadeira, até que a Pesquisadora o convidou a sentar-se diante da sua sub-personalidade, para integrá-la, na forma de luz, através da respiração. Imediatamente a dor no peito passou. Em reuniões de cura, no CARROSSEL, MM também alcançou a cura, comprovada através de exames, de pólipos nas cordas vocais. Em reuniões de Canalização, MM consegue alcançar o Estado de Consciência Crística, embora fique sonolento. Possui energia de cura em suas mãos. MM apresenta excelente potencial de ampliação de Estados de Consciência, apesar da idade avançada.

 

                          Dra. Sueli Meirelles

Especialista em Psicologia Clínica Transpessoal e Pesquisadora de Fenômenos Psico-Espirituais. Autora do Método Meirelles de Reprogramação Mental. Consultas Online, Cursos, Palestras e Lives.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O SUPER "EU" E O VERDADEIRO "EU" - Texto Complementar VII



       O perfeccionista precisa aprender a ser como realmente é em Cristo. Contudo quando se dispõe a ser como é de verdade, ele se depara com suas piores falhas e precisa de um tratamento mais incisivo e de uma reprogramação mais drástica.


        A mais terrível conseqüência do perfeccionismo talvez seja a alienação do verdadeiro “eu”. Vejamos como se inicia esta trágica perda e como se dá.
       Durante todo o processo de crescimento, a criança recebe informações sobre si mesma, sobre Deus e sobre outras pessoas, bem como seu relacionamento, com elas. Estas informações são dadas de forma direta, ou captadas por ela, intuitivamente. A criança recebe impressões diretamente através de palavras e ações, mas também pelo que se deixa de dizer ou fazer. Geralmente, é a soma de vários fatores. E o pequenino está sempre recebendo mensagens num processo lento mas constante, e bastante inconsciente. Então, aquele que recebe mensagens negativas chega à seguinte conclusão: “Não sou aceito nem amado do modo como sou. Já tentei todos os meios de obter a aprovação dos outros, sendo como sou. Agora só poderei ser aceito e amado se me tornar diferente, outra pessoa.” É óbvio que a criança não se senta, pensa e conclui isto. Ela nem se dá conta do que está se passando, isto é, que não está sendo satisfeita em suas necessidades básicas mais profundas, necessidades criadas por Deus (registros inconscientes) e que são essenciais ao desenvolvimento do ser humano. Ela nunca experimenta sentimentos de que precisa muito, sentimentos como segurança, aceitação, ajustamento e valor próprio. A necessidade que tem de ser amada e de amar a outras também nunca é satisfeita. Em vez disso, forma-se nela uma crescente e profunda ansiedade, bem como sentimentos de insegurança, desvalor e rejeição. E é assim, então, que o adolescente começa a longa e tortuosa caminhada para tornar-se outra pessoa.
       A tragédia disso tudo é que a Individualidade daquela pessoa, a individualidade por Deus projetada para ela não tem oportunidade de se desenvolver. Seus talentos próprios não são expressos. Seu verdadeiro “eu” é sufocado ou rejeitado e no lugar dele aparece um falso “eu”. Assim todas as energias espirituais que deveriam ser canalizadas para a formação de uma personalidade própria, de acordo com a Individualidade planejada por Deus, são desviadas para criar uma imagem falsa idealizada pela pessoa. Infelizmente, este processo de autodestruição não é detido quando a pessoa aceita uma religião. O perdão, a amorosa aceitação de Deus e a sua misericórdia penetram apenas algumas das camadas mais externas deste “eu” irreal, imprimindo-lhe um novo espírito de sinceridade. Mas quando a distorção da personalidade é mais grave e as emoções sofreram traumas fortes, é necessário haver uma cura mais profunda, pois muitas, vezes, aquele falso eu passa também para a vida espiritual e se ajusta às novas experiências religiosas.

O SUPER “EU” VERSUS O VERDADEIRO “EU”

       O que são o super “eu” e o verdadeiro “eu”? O super “eu” é uma imagem falsa, idealizada, que acreditamos precisar ter para sermos aceitos e amados pelos outros. O super “eu” é uma idéia imaginária que temos de nós mesmos. O que acontece é que fomos levados a crer que, se fôssemos nós mesmos, e se os outros nos conhecessem como somos, não nos amariam, e então nos esforçamos para nos tornarmos esse super “eu”, a fim de conquistarmos o amor e a aceitação dos outros. E ainda estendemos este tipo de raciocínio distorcido até Deus, que é Perfeição Absoluta, que exige perfeição, e a quem só podemos mostrar nosso lado bom. Só podemos deixar que Deus veja o nosso super “eu” e nunca, o nosso verdadeiro “eu”.
       Quando você entra na presença de Deus, em oração ou meditação, qual dos dois “eus” você Lhe mostra?
       Existem muitas maneiras sutis de apresentarmos a Deus o nosso super “eu”, e ocultarmos o verdadeiro. Uma destas maneiras é a FUTURÍSTICA. “Bem, Senhor, tu sabes disto e eu também o sei. Ainda não sou este super “eu”, mas algum dia o serei. Algum dia serei este super-cristão. Algum dia vou orar muito, ler muito e fazer coisas maravilhosas para ti. Algum dia serei como esta imagem idealizada que tenho de mim. Serei o super “eu”. Então, Senhor, não ligues para este verdadeiro “eu”. Ele é apenas temporário. Olhe para aquele “eu” que ainda vou ser.
       Existe também a maneira PENITENTE. E é assim que o perfeccionista adquire a imagem própria negativa e até o auto-desprezo. Diz ele: “Bem, Senhor, não olhe para o meu verdadeiro “eu”, com todos estes pecados, falhas e imperfeições. Não olhe para ele, pois está vendo o quanto desprezo este meu verdadeiro “eu”, não estás? E acredito que tu também desprezas este meu verdadeiro “eu”, com todas as minhas falhas e imperfeições. Mas tu sabes quais são as minhas metas, Senhor. Já que Tu odeias este meu verdadeiro “eu”, como eu odeio, podes ver que estamos do mesmo lado e, portanto, sou realmente o super “eu”. E deste modo, sutilmente, a auto-depreciação se torna uma perpétua mortificação para impressionar a Deus. Então esperamos que Ele nunca veja o nosso verdadeiro “eu”, mas olhe somente para o nosso super “eu”. E como pensamos que deus não tolera este nosso verdadeiro “eu”, feio e horripilante, e como estamos sempre dizendo a ele que também não o suportamos, ele deve estar muito impressionado como nossos altos valores, deve perceber como realmente somos e, portanto, aceitar-nos e amar-nos. O mal disto é que o nosso verdadeiro “eu” ficou emocionalmente preso em algum nível da infância e é por isso que nossa personalidade, às vezes, produz atitudes tão infantis. Ficamos parados em algum ponto do passado; nunca crescemos realmente. É claro que fisicamente temos o corpo de um adulto, mas espiritual e emocionalmente, vivemos num plano de imaturidade.

O SUPER “EU” E OS SENTIMENTOS

       É na área das emoções que o perfeccionista encontra seus problemas mais sérios, porque a imagem do super “eu” não admite certos sentimentos. Geralmente, ele tem uma imagem de Jesus que não é bíblica, de um Jesus manso, suave, dócil. É um Jesus mole demais, um ser estóico, que suporta tudo e nunca exterioriza suas emoções. Então, ele se mantém sob rigoroso auto- controle, e nunca manifesta seus sentimentos mais fortes. Entretanto, não existem boas ou más emoções. As emoções são apenas emoções. Elas resultam de toda uma gama de elementos que procedem de nossa personalidade. Nenhuma emoção, em si mesma, é pecaminosa. A maneira como agimos perante elas é que determinará se são erradas ou certas. A maneira como as dirigimos, determinará se elas nos conduzirão para o pecado ou para a justiça. As emoções, em si mesmas, são um aspecto muito importante de nossa constituição pessoal, que nos é dada por Deus.
       Uma emoção que o super “eu” geralmente considera errada é a raiva. Aprendi desde pequeno, uma noção desumana, anti-bíblica e altamente destrutiva de que a raiva sempre é uma emoção pecaminosa. Levei muitos anos para livrar-me dessas atitudes. Elas quase destruíram minha vida espiritual e meu casamento, pois tive que aprender a expressar minha raiva de maneira aceitável.
       Em Marcos 3.5, lemos que Jesus olhou “ao redor indignado”. Embora este seja o único texto do Novo Testamento que diz diretamente que Jesus se irou, podemos inferir, com toda segurança, que ele teve raiva também quando expulsou os vendilhões do templo e quando chamou algumas pessoas de “Insensatos e cegos”, “sepulcros caiados”, assassinos”, “serpentes e hipócritas” (Mateus 2.3). Jesus nunca foi mais divino do que nesses momentos em que manifestava uma ira ardente. Muitas vezes o amor anda de mãos dadas com a ira; e, na verdade, a ira resulta do perfeito amor.
       Por vezes temos um estratagema semântico (ressignificação ou racionalização) que parece muito adequado, mas que confunde as pessoas. Nós dizemos: _ Ah!, isso não é raiva; é ira santa. Porque não falamos abertamente e dizemos que existe um modo correto de usar a ira, e que a raiva, em si mesma, não é uma emoção pecaminosa? Seria bem menos confuso.
       O que realmente importa é a maneira como agimos com ela; o modo como a externamos e como a resolvemos. E quando temos essa falsa imagem de nós mesmos, este super “eu” que não pode ter nem expressar nenhum sentimento de raiva, tornamo-nos perfeitos receptáculos para distúrbios emocionais e depressão. Não devemos confundir, porém, raiva com ressentimento, pois são duas coisas totalmente diversas. Uma raiva controlada e expressa da maneira correta é uma coisa; descontrolada e expressa de modo errado é outra. O ressentimento, por sua vez, é a raiva contida. O apóstolo Paulo fez uma distinção bem nítida entre a raiva certa e o ressentimento. Ele comparou a raiva com o ódio, malícia, amargura e todas essas coisas, fazendo diferença entre elas. É interessante notar que ele usa um tom imperativo ao falar da ira. Irai-vos e não pequeis (Epístolas.4.26).  O que Paulo disse não foi: “está bem, vou permitir que vocês fiquem com raiva de vez em quando, para lhes fazer uma concessão.” O que ele ordenou foi: irem-se, tenham raiva... Mas logo acrescentou:_ “Mas tenham muito cuidado.” Ele sabia que a raiva pode nos levar a ressentimentos, malícias e amarguras, se não for controlada com muito cuidado. O que Paulo estava dizendo era o seguinte. “Expressem sua raiva, mas cuidado para que ela não os leve à amargura, ressentimentos ou ódio.” E o mais estranho em tudo isto é que, se não aprendermos a externar nossa ira completamente e a resolver a dificuldade, poderemos tornar-nos ressentidos e amargos. Muitos casamentos estão sendo destruídos porque os cônjuges não aprenderam a externar sua raiva de maneira certa. Estão deixando a coisa ferver em fogo baixo, com a tampa por cima, encobrindo uma porção de sentimentos negativos, mas depois procuram tirar desforras com mil e uma represálias sutis.
       Irem-se, mas tenham cuidado. Quando não sabemos a maneira correta de externar a raiva, ela se transforma em ressentimento e amargura. É isto o que acontece com o perfeccionista que não se dá o direito de expressar sua raiva; que não dá a si mesmo o direito nem de reconhecer que está com raiva. Ele a reprime e a sufoca bem no fundo do seu ser, e ela fica ali fervilhando e envenenando sua alma, para depois manifestar-se sob a forma de problemas emocionais, conflitos conjugais e até doença física.
       A raiva é uma emoção colocada por Deus no coração humano e é parte da imagem de Deus no homem, para ser utilizada com fins construtivos. Ela é uma força capaz de superar obstáculos, vencer desafios, abrir caminhos, transformar e transformar-se em garra e capacidade de auto-realização.

O SUPER “EU” E OS CONFLITOS

       O super “eu” pensa que temos que nos relacionar com os outros sempre muito bem, que temos que ser amados por todos, e que nunca pode existir nenhum conflito entre cristãos.
       O perfeccionista que fizer uma visita a um grupo de missionários terá grande choque, pois logo perceberá que os missionários têm mais dificuldades de relacionamento entre si do que os incrédulos, que estão buscando converter. Vemos isto em nossos próprios locais de reunião cristã. Mas ainda assim, persiste o mito do perfeccionista. “Mas eu tenho que ser perfeito.”
       Embora seja fato que não podemos trabalhar com todo mundo sem conflitos, isto não quer dizer que temos o direito de ficar ressentidos com quem quer que seja. Isto não significa também, que podemos odiar as pessoas ou ficar amargurados. Mas quer dizer que não  temos, obrigatoriamente, que nos sentir bem e à vontade na companhia de todo mundo. E não permita que seu super “eu” se torne um demoniozinho sempre a dizer-lhe. _”Bom, se você não está conseguindo se relacionar bem como os outros a culpa é toda sua. O problema é você mesmo. Se resolvesse esta questão, poderia relacionar-se melhor!
       Paulo nunca disse. “Quem for cheio do Espírito Santo conseguirá viver com todo mundo pacificamente e em harmonia. O que ele disse foi: “Se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens (Romanos 12/18). O problema pode estar na outra pessoa.
       O verdadeiro “eu” enfrenta muitas diferenças, conflitos e ama os outros e se interessa por eles o suficiente para confrontá-los com uma atitude de amor. Mas o verdadeiro “eu” sabe também que, às vezes, a melhor e única solução para certos problemas é, no dizer de Stanley Jones: “ Concordar em que é preciso discordar harmonicamente.” Discordar harmonicamente significa aceitar que o outro tenha direito de pensar diferente, o que, por sua vez, dá também à pessoa, o direito e a liberdade de divergir e ter opinião própria, realizando o seu verdadeiro eu.

O SUPER “EU” E A FELICIDADE

       O super “eu” acredita no seguinte mito: “Tenho que estar sempre super-feliz.” Mas você está sempre feliz? Nunca fica triste? Está sempre borbulhando de alegria e dizendo: “Glória a Deus? Nunca passa por lutas? Não existe nunca um momento em que o céu parece de ferro? Não há ocasiões em que você faz as coisas simplesmente por dever, sem sentir nenhuma alegria?
       No Jardim de Gesêmani, Jesus disse aos discípulos o seguinte: “A minha alma está profundamente triste até a morte.” Ele estava se contorcendo no chão; estava transpirando abundantemente numa terrível luta interior entre suas emoções e sua vontade. Suas emoções diziam: _”Pai, tu podes todas as coisas; passa de mim este cálice, se for possível...” Mas a sua vontade, que estava firme como um íma voltado para o Polo Norte, dizia: “Contudo, não se faça a minha vontade, mas a Tua.” E este tipo de luta, por vezes, nos deixa com a alma profundamente perturbada.
       A felicidade não depende muito do que acontece conosco, de situações exteriores que se acham fora de nosso controle. Depende do Cristo presente em nós – O Cristo em nós fala de uma condição interior que tem a ver com a nossa situação pessoal e não, com as circunstâncias que nos cercam. A Presença Crística é aquela calma interior situada no núcleo central de uma tempestade. Nossos sentimentos podem ser tempestuosos, mas pode haver em nosso interior um senso de retidão em relação à vontade de Deus (programação). Mas isto não quer dizer que temos que sair por aí, com as nossas máscaras (persona) de super “eus”, sorrindo sempre, dentes brilhantes, glorificando a Deus.

O REALISMO DO VERDADEIRO “EU”

       Nós cristãos, podemos ser realistas. Isto quer dizer que não precisamos ter medo de enfrentar o pior, o que há de mais terrível e mais doloroso. Não precisamos ter medo de expressar nossos sentimentos de tristeza, dor, mágoa, solidão, dificuldades e até mesmo, depressão. Por vezes, podemos até experimentar fortes sensações de depressão, como a que Elias teve após seu grande momento de triunfo: _ “Ó, Senhor, para mim basta. Quero morrer.”
       A vida de Jesus expressa uma autenticidade, uma sinceridade muito constante. Todas as suas emoções são registradas claramente e expressar com toda liberdade, sem nenhuma indicação de vergonha, senso de culpa ou de imperfeição. Tomemos como exemplo as atitudes de Jesus e não um super “eu” criado pela imaginação. Não precisamos ter medo de expressar nossos verdadeiros sentimentos e sermos o nosso verdadeiro “eu” em Cristo (nossos Cristos Internos).
       Quando desperdiçamos nosso tempo e energia procurando ser super “eus” estamos nos privando do desenvolvimento e da amizade de Deus. Nunca deixamos que Deus aceite e ame o nosso verdadeiro “eu”. E esse é o único “eu” que Deus realmente conhece e vê. O super “eu”, na verdade, é uma ilusão da nossa imaginação, uma falsa imagem, um ídolo. Nem tenho muita certeza se Deus vê este nosso super “eu”. Em Cristo, podemos ser nós mesmos, sem necessidade de nos compararmos com os outros. Ele quer nos curar e nos transformar, para que o verdadeiro “eu” possa se desenvolver e então possamos chegar a ser como Ele deseja que sejamos.
       O super “eu” custa muito para morrer. E o super “eu” religioso é mais difícil ainda. Se você perceber que está se agarrando a ele com força, espero que ouça a voz do Espírito Santo a dizer-lhe: “Abandone-o.. Largue-o.. Só depois disso é que eu e você poderemos iniciar todo o processo de cura, para a formação do seu verdadeiro “eu”.
       Quando você parar de desperdiçar suas energias espirituais, com o seu esforço para manter este falso super “eu” e começar a usá-las em cooperação com o Espírito Santo para o seu verdadeiro crescimento, verá que estará livre em Cristo; liberto do senso de obrigatoriedade que o impedia de ser você mesmo. Você estará acima da aprovação ou desaprovação dos outros. Livre da terrível sensação de condenação devida à lacuna existente entre o que você deseja ser e o que realmente é. E o que preenche esta lacuna? Tenho uma revelação para você: Todas as perfeições de Jesus, o verdadeiro, super-homem de Deus, estão à nossa disposição como um Dom gratuito Dele e estas perfeições dão de sobre para preencher as lacunas de nossas vidas.
       Paulo disse isto muito bem, quando escreveu. “Mas vós sois Dele, em Cristo, o qual se nos tornou da parte de Deus com sabedoria e justiça e santificação (Coríntios 1.30)

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

A SÍNTESE ENTRE PSICOLOGIA, FÍSICA QUÂNTICA E GEOMETRIA SAGRADA - Capítulo 34 da Apostila do Carrossel de Luz


Geometria Sagrada é a sabedoria comum a todas as antigas civilizações, que desde os primórdios conheciam os significados ocultos dos nomes e dos números. Em toda manifestação no mundo fenomênico, o nome representa a função, e o número representa o quantitativo de energia, a vibração presente naquela manifestação específica. O termo Geometria Sagrada tem também seu nome derivado do equilíbrio perfeito expresso pela formas criadas segundo as Leis Divinas. De acordo com os conhecimentos oriundos do Antigo Egito, e traduzidos através dos conhecimentos do grande filósofo Hermes Trimegistus, aprendemos que o princípio energético está presente em todas as configurações numéricas. No gráfico abaixo, por exemplo, temos uma representação geométrica piramidal, que traduz o equilíbrio resultante dos quantitativos vibracionais presentes neste conjunto de números, em que o “UNO”, que representa Deus manifesto, interagindo consigo mesmo, é capaz de apresentar-se em formas seqüenciais, múltiplas e individualizadas, expressando o movimento involutivo de descida da Energia Divina ao mundo material, numa configuração mais horizontalizada, correspondente à humanidade.
.
1 x 1 = 1
11 x 11 = 121
111 x 111 = 12321
1111 x 1111 = 1234321
11111 x 11111 = 123454321
111111 x 111111 = 12345654321
1111111 x 1111111 = 1234567654321
11111111 x 11111111 = 123456787654321
111111111 x 111111111 = 12345678987654321


No sentido inverso o da evolução, da transformação de matéria em energia, de retorno à casa do Pai, a diversidade humana, através do processo de transformação interior simbolizado pelo nove, acrescenta a si mesmo os diferentes degraus da escalada evolutiva, a escada de Jacó, retornando ao estado de consciência de Unidade, apresentando a configuração mais verticalizada de espiritualidade.


1 x 9 + 2 = 11
12 x 9 + 3 = 111
123 x 9 + 4 = 1111
1234 x 9 + 5 = 11111
12345 x 9 + 6 = 111111
123456 x 9 + 7 = 1111111
1234567 x 9 + 8 = 11111111
12345678 x 9 + 9 = 111111111
123456789 x 9 +10 = 1111111111

Ainda segundo a Geometria Sagrada, o Zero traduz o sentido de eternidade; representa o Imanifesto, o infinito formado pelo movimento circular que nunca tem início nem fim. É o Alfa e o Ômega; é a representação numérica de Deus, a origem de todas as coisas. Modernamente, é traduzido pela Física Quântica como o vazio fértil, de onde surgem as diferentes manifestações.
Desde que Albert Einstein postulou a reversibilidade entre energia e matéria, a ciência ganhou novos referenciais para o estudo do que chamamos de realidade. Ao ampliar seu enquadre científico, a Física Quântica abriu horizontes para a compreensão da possibilidade de existência de outras dimensões de vida organizada, além do espaço tridimensional em que vivemos. Mundos formados pela mesma energia que nos dá vida, e que apenas se encontra em outro estado vibracional, mostrando-nos o Universo como num grande instrumento cósmico, que está sendo tocado por Deus, e onde, cada um de nós, é um sopro assentado (como diz a Tradição Tupy-Guarani), ou, em nossa própria linguagem, como uma nota musical vibrada por Deus.
O Princípio da Incerteza proposto por Werner Heisenberg, segundo o qual a energia pode se manifestar, ora como onda, ora como partícula, pode nos explicar nossa existência, ora no mundo espiritual, ora no mundo material, como seres eternos, em permanente processo evolutivo, geometricamente representado pela escada em espiral, a escada de Jacó (*) da Tradição Cristã. A cada volta evolutiva, a cada degrau da escada, em cada estado de consciência, vivenciamos experiências originadas por nossas próprias energias lançadas no mundo manifesto, através de nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações, que a nós retornam para serem amorosamente qualificadas, através da transmutação das representações verbais e numéricas negativas, em suas polaridades positivas.
      Entre as várias teorias da moderna Física Quântica, uma explica perfeitamente esta idéia de diferentes campos vibracionais, criando diferentes realidades: A Teoria das Super-Cordas.
      Imaginemos um hipotético violão, com suas sete cordas verticais cortadas horizontalmente pelas escalas musicais marcadas ao longo do corpo do violão. Dependendo do ponto onde cada corda é vibrada, um som diferente será emitido. Associando a esta representação concreta, os conhecimentos da Geometria Sagrada, teremos sete cordas cortadas por sete escalas, formando quarenta e nove intercecções representativas das quarenta e nove etapas da escalada evolutiva do Ser Humano.
      Esta escala vibracional, dentro do conceito de eternidade, não pode ter uma configuração linear, mas, para que seja eterna precisa desdobrar-se sobre si mesma, em movimentos circulares. Assim, como no átomo, temos os elétrons movendo-se do centro, o vazio fértil, também representado pelo oito (símbolo da inteireza e do infinito) para a periferia, onde se expressará em múltiplas formas, criando infinitas dimensões ou realidades, em seqüências de escalas musicais. Cada conjunto da escala é delimitado por um campo vibracional e pode ser percebido, em cada estado de consciência evolutiva, como um universo manifesto. Da mesma forma, no sentido inverso, as múltiplas formas, após a manifestação no mundo fenomênico, iniciam seu movimento de retorno ao centro, onde perdem sua forma individualizada, integrando-se ao Todo, do qual, posteriormente irão separar-se, para uma nova manifestação concreta... E assim... Infinitamente.
Complementando o conceito de Mundos Múltiplos de Brice de Witt, não teremos um Universo de dez ou onze dimensões, mas um Universo de múltiplas dimensões; tantas quantas possam ser percebidas pelos diferentes estados de consciência alcançados pelo Ser Humano, em sua escalada evolutiva, confirmando o conceito de múltiplas possibilidades de eventos quânticos, proposto pela nova física. Confirma-se assim, também, o padrão de interferência produzido pelo Ser Humano que, ao tomar consciência de uma das probabilidades de ocorrência de eventos, a atrai para o seu mundo de manifestações, tornando-a real para si mesmo (Lei da Atração).


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[1] Texto de autoria de Sueli Meirelles.

sábado, 30 de maio de 2015

A INTEGRAÇÃO POSSÍVEL ENTRE ATRIBUTOS DIVINOS E ESTADOS DE CONSCIENCIA DO SER HUMANO















Trabalho apresentado no VIII CONGRESSO INTERNACIONAL  ALUBRAT em Lisboa - Portugal, em 06 de Outubro de 2012.

PSICOLOGIA E EMERGENCIA ESPIRITUAL
A Integração Possível entre Atributos Divinos  e Estados de Consciencia do Ser Humano.
   
Autora: SUELI MEIRELLES  
INSTITUTO VIR A SER www.institutoviraser.com
                                   
1. RESUMO

No presente trabalho a Autora, Sueli Meirelles, tece considerações teóricas e metodológicas sobre suas pesquisas longitudinais realizadas no decorrer de 27 anos, com milhares de Amigos Evolutivos (pacientes) que vivenciaram fenômenos psico-espirituais, em Estados Ampliados de Consciência, revelando preciosos dados sobre o processo evolutivo da humanidade. Nas reuniões do CARROSSEL DE LUZ1, grupo de vivências psico-espirituais por ela coordenado emergiram, do inconsciente profundo dos participantes, arquétipos da sabedoria milenar do Antigo Egito, (o Disco Solar de Akenathon e a Cruz de Ankh) que, associados à Teoria das Super-Cordas, proposta pela moderna Física Quântica, se traduzem na Matriz Evolutiva dos sete estados de consciência do ser humano em intersecção com os Sete Atributos Divinos, gerando 49 etapas evolutivas, comuns a todos os seres humanos A leitura dessa Matriz Evolutiva permite a identificação do estado de consciência predominante em cada indivíduo e a possível transformação dos conflitos característicos de cada etapa evolutiva, para a retomada do processo de auto-realização e transcendência do Self.  Através da aplicação da Técnica Gruta do Coração, desenvolvida pela Autora com base nos fundamentos teóricos da Abordagem Transdisciplinar em Psicoterapia, foram alcançados resultados de equilibração dos conflitos inconscientes vivenciados por cada Amigo Evolutivo, em cada estado de consciência, integrando-os aos Atributos Divinos que promovem o religare ao Self, para a retomada de seu processo evolutivo, até alcançar o estado de consciência de Unidade ou Mestria.

Palavras-chaves: Fenômenos Psico-espirituais, Estados Superiores de Consciência, Arquétipos do Antigo Egito, Disco Solar de Akenathon, Cruz de Ankh, Teoria das Super-Cordas.

ABSTRACT

In the present work the Author, Sueli Meirelles, weaves theoretical and methodological considerations on longitudinal researches resulted from 25 years, with hundreds of Evolutionary Friends (patients) who lived psico-spiritual phenomena. The access was in Superior States of Conscience, revealing precious data on the humanity's evolutionary process.  During the meetings of the CARROUSEL OF LIGHT, a  practitioners group of psico-espiritual phenomena coordinated by Meirelles, the material shared in the work emerged of the participants' deep unconscious, including archetypes of  millenarian wisdom of Old Egypt, (Akhenaton‟s Solar Disk and Ankh‟s cruise). Here, that  associated and translated into the Super-strings Theory, proposed by the modern Quantum Physics. The work refers to the Evolutionary Head office of the seven states of the human being conscience in intersection with the Seven Divine Attributes, generating 49 evolutionary stages, common to all the humanity.   The reading of that Evolutionary Head office allows the identification of the state of conscience  predominant in each individual and the possible transformation of the conflicts characteristic of each evolutionary stage, for the retaking of the solemnity-accomplishment process and self realization.  Through the application of the Technique we called Heart‟s Creeck, (developed by the Author) and base on  theoretical foundations of Transdisciplinar Aproach in Psychotherapy,  the results achieved a  balance of the unconscious polarities  harmony reached was lived by each Evolutionary Friend, in each state of conscience, thus, integrating them into the Divine Attributes that promote the Reconnection of the Self with the Divine, for the retaking of evolutionary process, until reaching the state of conscience of Unit or Mastery.


Keywords: psico-spiritual phenomena, superior states of conscience, Archetypes of Old Egypt, Akhenaton‟s Solar Disk, Ankh‟s cruise, Super-Strings Theory

Sueli Meirelles: suelimeirelles@gmail.com
Whatsapp: 55 22 99955-7166

domingo, 20 de julho de 2014

CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO - Artigo

            De forma natural e espontânea, a maioria das pessoas busca respostas para suas indagações sobre o surgimento da vida no planeta, sobre a Presença de Deus, tendo como contrapartida as últimas descobertas científicas, muitas vezes gerando ainda mais dúvidas. Como vivemos num plano de dualidade, logo surge a tendência para a oposição de conceitos e não, para a sua integração. Nesse contexto, as pesquisas da Psicologia Transpessoal podem muito contribuir, a partir da observação dos fenômenos psicoespirituais, facilitando a dissolução dos conflitos conceituais criados pela dualidade da mente humana. Em relação a esse tema, a Academia de Ciência dos Estados Unidos assim se pronuncia, muito mais tomando partido, do que esclarecendo o assunto:
“Hoje, muitas denominações religiosas aceitam que a evolução biológica tem produzido a diversidade dos seres vivos ao longo de bilhões de anos da história da Terra. Muitas emitiram declarações observando que a evolução e os princípios de sua fé são compatíveis. Os cientistas e teólogos têm escrito sobre a eloquência, espanto e admiração na história do universo e da vida neste planeta, explicando que eles não veem nenhum conflito entre sua fé em Deus e na evidência da evolução. As confissões religiosas que não aceitam a ocorrência de evolução tendem a ser aqueles que acreditam na estrita interpretação literal dos textos religiosos.”

            Em meio a tantas polemicas geradas pela separatividade do pensamento humano, reportamo-nos às pesquisas de fenômenos psicoespirituais realizadas nos últimos 27 anos, associadas ao estudo comparado de diferentes Tradições Religiosas, história, lingüística e psicologia transpessoal, num movimento de síntese resultante da ATH-Abordagem Transdisciplinar Holística em Psicoterapia. Eis o que temos encontrado, no inconsciente profundo de mais de 2.600 pacientes, com relação à história da humanidade:
            Uma partícula do Divino ou Mônada desprende-se do Todo que é Deus e vibra no Reino Elemental, na forma de alma-grupo, constituindo as forças da natureza (terra, ar, fogo, água), como simples energia. Ao se condensar, adquire a forma de matéria e evolui no Reino Mineral, do carbono bruto às pedras preciosas. Ao acrescentar sensibilidade, entra no Reino Vegetal, e evolui das ervas daninhas às orquídeas. Posteriormente, entra no Reino Animal e desenvolve instinto, sentimento e pensamento rudimentar, evoluindo das feras aos animais domésticos. Terminada essa etapa evolutiva, a alma-grupo se individualiza e entra no Reino Humano, desenvolvendo aparelho fonador, neocórtex (parte do cérebro responsável pelo pensamento criativo), evoluindo do homem primitivo aos Mestres, subordinando suas Personalidades (desejo material, sexual, desejo de poder e apego afetivo) parte nominada e existente apenas entre o nascimento e a morte, ao comando da Individualidade inominada e eterna, composta pelos níveis psíquico, intuitivo e essência espiritual. Saindo do ciclo reencarnatório, os Mestres evoluem para o Reino Angélico, retornando à Casa do Pai.
A descida do Divino para o plano material constitui o processo de involução; a subida do plano material para o divino constitui o processo de evolução. Dessa forma a Criação Divina comanda o processo evolutivo, através dos milênios, em todo o Universo, através de um longo processo de aperfeiçoamento e sobreposição de camadas de complexidade, em diferentes expressões e formas de vida. Em nosso próprio corpo, temos a representação de todos esses níveis evolutivos: Temos a energia dos elementais, os minerais, o sistema vegetativo (sistema nervoso), o instinto do reino animal e o livre arbítrio que adquirimos, ao entrarmos no reino humano, como seres pensantes e co-criadores com Deus. Assim, compreendemos a beleza do Plano Divino, que inclui todo o conhecimento científico, à medida que a humanidade evolui e se torna capaz de compreende-lo, em toda o seu esplendor e perfeição.
           
(*) Especialista em Psicologia Clínica e Pesquisadora de Fenômenos Psicoespirituais. Membro do Cit-Colégio Internacional de Terapeutas e Didata do Método Meirelles de Reprogramação mental, em parceria com a ALUBRAT-Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal.

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